A Itália registou 627 mortes associados à doença covid-19 nas últimas 24 horas, o pior registo desde o passado dia 05 de janeiro (649), informou esta quarta-feira o Ministério da Saúde italiano.

Trata-se de um aumento expressivo face aos indicadores divulgados nos últimos dois dias: 296 mortes na segunda-feira e 421 na terça-feira.

Com os dados divulgados hoje, o número total de mortes recenseadas no território italiano desde o início da crise pandémica, em fevereiro de 2020, situa-se agora nos 112.374, de acordo com a mesma fonte.

Itália é o sexto país no mundo com mais mortes relacionadas com a covid-19, depois dos Estados Unidos (556.561), Brasil (336.947), México (204.985), Índia (166.177) e do Reino Unido (127.126), segundo a contagem da universidade norte-americana Johns Hopkins.

Os novos contágios pelo novo coronavírus contabilizados nas últimas 24 horas em Itália foram 13.708, quase o dobro em comparação com o dia anterior (7.767), um possível reflexo do reforço da capacidade de testagem: quase 340 mil testes de diagnóstico realizados num dia.

Mesmo assim, as novas infeções são consideravelmente mais baixas do que as registadas na semana passada, muitas vezes acima dos 20.000 casos diários.

Desde o início da pandemia, o país totaliza 3.700.393 casos de pessoas que ficaram infetadas, de acordo com o boletim informativo do Ministério da Saúde italiano.

No que diz respeito aos recuperados, o país regista um total de 3.040.182, um aumento de 20.927 recuperações face ao dia anterior.

Existem 547.837 casos de covid-19 que estão atualmente ativos em Itália, um decréscimo de 7.868 casos em relação a terça-feira.

A grande maioria destes doentes estão nas respetivas casas com sintomas ligeiros da doença ou estão assintomáticos.

A pressão sobre os hospitais italianos verificou um ligeiro decréscimo nas últimas 24 horas, com menos 81 pessoas hospitalizadas, com um total de 23.999 doentes internados.

A campanha de vacinação em Itália prossegue e um total de 3.593.223 pessoas em todo o país, número que inclui sobretudo profissionais do setor da saúde e idosos com mais de 80 anos, já foram inoculadas com as duas tomas necessárias das vacinas Pfizer/BionTech, Moderna e AstraZeneca/Oxford.

As autoridades da região de Lazio, onde fica a capital do país, Roma, traçaram hoje a meta de vacinar entre 80% a 90% da sua população “antes do próximo mês de agosto”, mas admitiram que este objetivo irá depender das doses de vacinas recebidas no país.

“Para atingir este objetivo deveríamos ter a garantia de receber 15 milhões de doses por mês no país. Como (região) Lazio representa 10% (na distribuição regional definida na campanha de vacinação), deviam chegar 1,5 milhões de doses. Neste momento, não temos as doses necessárias para atingir esse número”, afirmou o responsável local para a área da saúde, Alessio D'Amato.

Os planos do Governo italiano é conseguir inocular 500.000 vacinas por dia após a chegada do fármaco unidose da Janssen (grupo Johnson & Johnson), prevista para 20 de abril.

Entretanto, o executivo decidiu reabrir a partir de hoje as escolas até ao primeiro ano do ensino secundário (12 anos), decisão que também abrangeu as regiões do país que estão classificadas como "zonas vermelhas", onde existe um nível mais alto de risco de contágio.

Em princípio, o país irá manter medidas restritivas durante todo o mês de abril.

A pandemia da doença covid-19 provocou pelo menos 2.874.984 mortos no mundo, resultantes de mais de 132,3 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado em dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

/ RL