O Brasil somou 2.724 mortes e 86.982 infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um dos piores dias pandemia no país sul-americano, informou o Ministério da Saúde local.

Esta quinta-feira foi o segundo dia com mais mortes desde que a chegada da covid-19 ao Brasil, apenas atrás de terça-feira, quando o país contabilizou 2.841 vítimas mortais, e o terceiro dia com mais casos positivos de sempre.

No total, a nação sul-americana, com 212 milhões de habitantes, concentra 287.499 óbitos e 11.780.820 diagnósticos de infeção, números que confirmam o Brasil como o segundo país do mundo mais afetado pela pandemia, atrás dos Estados Unidos.

A taxa de incidência da covid-19 em solo brasileiro é agora de 137 mortes e 5.606 casos por 100 mil habitantes, de acordo com o último boletim epidemiológico difundido pela tutela da Saúde.

A Prefeitura de São Paulo, maior cidade do Brasil com mais de 11 milhões de habitantes, tem cerca de 500 pacientes com covid-19 a aguardar por uma cama disponível em hospitais, informou hoje o autarca Bruno Covas, admitindo que este "é um momento de extrema gravidade”.

A primeira morte em São Paulo por falta de camas de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes infetados foi confirmada hoje por Covas, que alertou para a situação.

O prefeito garantiu que a autarquia trabalha para aumentar a capacidade hospitalar, mas ressaltou que a situação está "muito difícil" a ponto de a rede privada pediu para transferir pacientes para a pública.

Além de atravessar o momento mais critico da pandemia, com o colapso das redes públicas e privadas de saúdes, os estoques de 22 medicamentos utilizados na intubação de pacientes infetados em estado grave está a chegar ao limite, noticiou o jornal Folha de S.Paulo, que ouviu relatos de médicos, empresas, gestores da saúde e entidades médicas.

O Brasil confia na sua campanha de imunização para travar o agravamento da doença, mas esta avança lentamente no país devido à falta de antecipação nas encomendas de doses de vacinas e atrasos nas entregas.

Aos 73 anos, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, recebeu esta quinta-feira o imunizante contra a covid-19, sendo o primeiro membro do alto escalão do Governo de Jair Bolsonaro a ser vacinado

Heleno compartilhou o momento em que recebeu a primeira dose nas suas redes sociais e destacou ter sido uma escolha pessoal.

Hoje recebi a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O Governo Federal defende a imunização em massa e trabalha intensamente para viabilizar, no menor prazo possível, a vacinação de todos os brasileiros. É uma ação voluntária. Foi a minha escolha”, disse o ministro, um dos mais próximos de Jair Bolsonaro, que, por sua vez, já garantiu que não tomará o imunizante.

/ MJC