O novo coronavírus está a perder força e já se tornou menos letal, disse um médico italiano.

“Na realidade, clinicamente, o vírus em Itália já não existe”, afirmou Alberto Zangrillo, chefe do Hospital San Raffaele em Milão, na região norte da Lombardia, que foi o epicentro do coronavírus em Itália.

“Os testes que foram realizados nos últimos dez dias mostram uma quantidade muito reduzida da carga viral em comparação aos registados anteriormente, há um ou dois meses atrás”, sublinhou o médico à RAI.

Itália é o país com a terceira maior taxa de mortalidade no mundo devido à Covid-19, com 33.415 óbitos desde que o surto começou, a 21 de fevereiro. Itália é também o sexto país em número de infeções: 233.019.

No entanto, as novas infeções e mortes têm diminuído desde maio e o país tem levantado algumas restrições, as quais foram as mais rígidas do continente europeu.

Zangrillo referiu que alguns especialistas foram demasiado alarmistas em relação a uma segunda vaga e os políticos precisam de ter em conta esta nova realidade.

“Temos que voltar a ser um país normal”, disse o médico.

“Alguém tem que assumir a responsabilidade por aterrorizar o país”, considerou.

No entanto, o governo pediu cautela, dizendo que ainda era muito cedo para gritar vitória.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 370 mil mortos e infetou mais de seis milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 2,5 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Lara Ferin