A OCDE considera que a pandemia de covid-19 “revelou a escassez de profissionais de saúde” que já existia em muitos países europeus e aconselha os governos a investirem mais no setor, mas em soluções provisórias.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) divulgou esta quinta-feira um relatório em que defende que os sistemas de saúde dos países europeus devem evoluir significativamente, para melhor responder a picos de procura, como aquele que se está a verificar com a segunda vaga da pandemia de covid-19.

A organização considera que, para aumentar a resposta hospitalar, as “soluções flexíveis” implementadas por vários países desde a primavera passada – como a conversão de camas convencionais em camas de cuidados intensivos ou a montagem de hospitais de campanha – são preferíveis, em vez de “aumentos permanentes que serão muito mais dispendiosos”.

A falta de pessoal de saúde tem, no entanto, sido um constrangimento forte”, porque “a formação de cuidadores qualificados leva mais tempo do que a criação de capacidades temporárias”, sublinha o relatório divulgado esta quinta-feira.

Para remediar a curto prazo, a OCDE sugere a "mobilização de pessoal adicional" através de "listas de reserva", citando a França como exemplo nesta estratégia.

Mas isso não isenta os estados europeus “de investirem mais no seu pessoal de saúde”, que a crise sanitária tem submetido a “pressões extremas”, destaca a OCDE, acrescentando que os países que “tiveram mais sucesso na contenção do contágio”, como a Noruega e a Finlândia, “estavam mais bem preparados”, com “uma estratégia eficaz de rastreio, acompanhamento de pacientes e listas de contactos de infetados”.

Assim, no documento, a OCDE apela aos governos para que “adotem estratégias que permitam uma gestão adequada da recuperação da atividade económica, para que não haja mais bloqueios” nos sistemas de saúde.

/ DA