O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apelou esta terça-feira aos países BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para que acelerem a criação de um centro de investigação e desenvolvimento de vacinas contra a covid-19.

O apelo de Putin é reforçado após o acordo alcançado durante a cimeira do grupo em Joanesburgo em 2018, sobre questões relacionadas com vacinas.

Consideramos de grande importância agilizar a criação de um centro de desenvolvimento e investigação de vacinas dos países BRICS com o que já concordamos há dois anos com os parceiros sul-africanos, na cimeira de Joanesburgo", disse Putin.

O chefe de Estado russo falava hoje na abertura da nova cimeira do grupo, que se realiza através de vídeo conferência. 

Putin defendeu a importância do trabalho conjunto no sentido da criação de vacinas e recordou que a Rússia tem um plano com a Índia e com o Brasil no sentido da realização de ensaios clínicos da vacina russa Sputnik V assim como a criação na República Popular da China de centros de produção de vacinas para uso nos Estados BRICS "e em países terceiros".

A cooperação em matéria de saúde não é uma novidade para os BRICS" afirmou, ao recordar que há cinco anos, na Declaração de Ufá, aprovada na anterior presidência russa do grupo, ficou acordado o trabalho conjunto no combate à propagação de doenças contagiosas.

Entre as doenças, assinalou, já tinham sido referidas novos tipos de coronavírus. 

Como parte da implementação deste acordo, os países BRICS criaram um sistema de alerta contra epidemias. Na situação da epidemia de covid-19 já tínhamos no que nos apoiar. Os membros dos BRICS puderam reagir de forma rápida e tomar medidas concretas na luta contra a pandemia", afirmou.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.328.048 mortos resultantes de mais de 55 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 3.472 pessoas dos 225.672 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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