Os bares e os restaurantes estão cheios e as pessoas parecem divertir-se. Além disso, várias atrações turísticas estão abertas aos turistas. Qualquer pessoa que visite a Islândia neste momento poderá sentir-se num mundo paralelo, por onde o novo coronavírus nunca apareceu.

É uma realidade tentadora, especialmente para aqueles que chegam de países ainda quase “fechados” devido à pandemia. Há os que procuram a pura normalidade de almoçar num restaurante no centro de Reykjavik, outros preferem ver a beleza natural do país.

Mas desengane-se quem pensa que isto está a acontecer porque a Islândia é imune ao vírus. Não é, nunca foi. No início da pandemia, o país também viveu tempos difíceis, mas graças a um regime rigoroso de despiste da doença, o vírus foi sendo eliminado, dando confiança para reabrir as fronteiras a 15 de junho.

Dois dias depois, a 17 de junho, os moradores saíram, num dia em que o primeiro-ministro Katrin Jakobsdóttir se dirigiu à população, e não houve máscaras nem distanciamento social.

Regras para turistas que chegam à Islândia

No entanto, não há facilitismos. Antes de entrarem na Islândia, os turistas são obrigados a usar máscaras dentro dos aviões e, à chegada, são alvo de um teste para saberem se estão, ou não, infetados.

Segundo a CNN, a partir do dia 1 de julho, quando a Islândia começar a receber turistas de fora da zona Shengen, os visitantes terão que pagar 114 dólares pelo teste.

Os resultados são enviados para os viajantes passadas poucas horas. Caso seja positivo, as pessoas deverão ficar de quarentena durante 14 dias, independentemente dos seus planos de viagem. No caso de não querer fazer o teste, a quarentena é obrigatória.

O sistema de rastreamento da doença na Islândia tem sido tão eficaz que apresenta uma das menores taxas de mortalidade por vírus no mundo: apenas três por cada 100 mil pessoas, em comparação, por exemplo, com 440 por 100 mil no Reino Unido.

Lara Ferin