O governo de Singapura anunciou, esta segunda-feira, que vai deixar de cobrir os custos do tratamento médico contra a covid-19 dos cidadãos que escolheram não ser vacinados. 

O ministério de Saúde de Singapura justifica a decisão, que entra em vigor já no dia 8 de dezembro, com o número considerável de casos de internamentos em Unidade de Cuidados Intensivos que correspondem a pessoas que decidiram não ser vacinadas, colocando pressão no sistema de saúde do país.

Na última semana, o país, que tem pouco mais de 5,4 milhões de habitantes, registou 19.959 novos casos e 90 mortos.

A cidade-Estado tem 85% da população elegível para ser vacinada já tem a vacinação completa e cerca de 18% já receberam a terceira dose. No entanto, o país do sudeste asiático atravessa o período mais difícil desde que registou a primeira infeção, a 29 de fevereiro de 2020.

Aqueles que não estão totalmente vacinados continuam a representar desproporcionalmente a maior parte dos casos graves e de internamentos em UCI, sobrecarregando nosso sistema de saúde”, pode ler-se num comunicado do ministério da Saúde.

As autoridades comprometem-se, porém, a continuar a pagar todos os custos relacionados com os tratamentos da covid-19 a todos os cidadãos que tenham escolhido ser vacinados. Crianças com menos de 12 anos, que estão isentos de serem vacinados, continuam a ter acesso gratuito a tratamentos relacionados com a Sars-CoV-2

Durante o combate à pandemia, o governo singapureano abriu uma exceção e decidiu pagar todos os custos de saúde relacionados com a covid-19. Este modelo, garante o ministério da Saúde, vai manter-se até a “situação da covid-19 se mostrar mais estável”.

Singapura tem um sistema de saúde privatizado, mas que garante a cobertura universal aos seus cidadãos, com o Governo a fornecer subsídios para cuidados de saúde com base no escalão dos rendimentos dos cidadãos.

Além disso, o sistema de Singapura “obriga” os cidadãos a colocarem de parte uma percentagem do seu salário numa conta que conta poupança que só pode ser utilizada em gastos médicos. Os patrões também estão obrigados a contribuir mensalmente para esta conta dos seus funcionários.