A vacina contra a covid-19 da Pfizer/BioNTech pode proteger as pessoas contra as novas variantes, incluindo a da África do Sul, designada B.1.351, sugere um estudo publicado no New England Journal of Medicine.

De acordo com a CNN, para o estudo, os investigadores da Pfizer e da Universidade do Texas criaram versões geneticamente modificadas do vírus para transportar algumas das mutações encontradas na B.1.351 e testaram-nas em amostras de sangue de 15 pessoas. Os voluntários receberam depois as duas doses da vacina da Pfizer como parte do ensaio clínico.

Embora ainda não saibamos exatamente qual é o nível de neutralização necessário para a proteção contra a doença, a nossa experiência com outras vacinas diz-nos que é provável que a vacina Pfizer ofereça uma proteção relativamente boa contra esta nova variante", disse o investigador e autor do estudo à CNN.

Embora a redução de 2/3 na neutralização da variante sul-africana ser "pequena", os investigadores dizem que não há evidência de que a sua vacina não é eficaz contra a estirpe.

A Pfizer e a BioNTech estão a adotar as medidas necessárias, a fazer os investimentos certos e a munir-se das melhores conversas com os reguladores", adiantam os investigadores.

Vacina "mantém" atividade neutralizadora

Paralelamente, no mesmo jornal, a Moderna também publicou o resultado de um ensaio que decorreu o mês passado e também relataram uma redução na resposta de anticorpos a vírus geneticamente modificados para se assemelharem à variante sul-africana.

A Moderna sustenta que a sua vacina “mantém atividade neutralizadora” para as variantes do SARS-CoV-2 com origem no Reino Unido e na África do Sul.

Segundo a empresa de biotecnologia, “é esperado que o regime de duas doses” da vacina “proteja contra as estirpes emergentes detetadas até à data”.

Quanto à variante sul-africana, “foi observada uma redução de seis vezes nos títulos neutralizadores”, mas tais níveis “permanecem acima” dos que “se espera que configurem uma proteção”.

A Moderna adianta, porém, que, “por precaução”, está a desenvolver uma “variante de reforço” da sua vacina contra a estirpe sul-africana e que irá testar “uma dose adicional de reforço” da vacina para avaliar “a capacidade de aumentar ainda mais os títulos neutralizadores contra estirpes emergentes”.

Lara Ferin