A diocese de Munique defendeu que Bento XVI não esteve envolvido na decisão de permitir que um padre da região, suspeito de pedofilia, continuasse a exercer o sacerdócio, noticia a BBC.

De acordo com um comunicado divulgado pela diocese, o papa Bento XVI, então arcebispo de Munique, aconselhou o padre visado a fazer sessões de terapia. No entanto, Gerhard Gruber interferiu na decisão de Ratzinger e responsabilizou-se pela continuidade do trabalho do sacerdote, que foi transferido para Essen.

Gruber já pediu publicamente perdão, admitindo que a sua decisão tinha sido um erro e que o padre que obrigou um menino de 11 anos a praticar sexo oral deveria ter sido impedido de exercer o sacerdócio.

A Igreja revelou que em 1986 o padre envolvido no escândalo foi julgado e punido com uma pena prisão a ser cumprida em liberdade por abuso infantil. Desde então, o sacerdote dedica-se ao trabalho pastoral no Estado da Baviera, embora tenha sido impedido de contactar com crianças e jovens.
Redação / CMM