As Portas da Capela Sistina foram fechadas. Começou o Conclave para eleger o Papa sucessor de Bento XVI.

Os 115 cardeais eleitores estão fechados para uma reunião secreta cuja duração não é definida antecipadamente. A eleição é feita com a deposição dos boletins num cálice. E a primeira será feita ainda nesta terça-feira.

O patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, será o 32º cardeal a votar no Conclave e o cardeal Manuel Monteiro de Castro o 106º.

De manhã realizam-se duas votações e à tarde outras duas. Depois de cada escrutínio, os boletins são queimados em dois fornos previamente instalados na Capela Sistina.

Se o resultado for inconclusivo, juntam-se produtos químicos aos boletins que serão queimados para que produzam fumo negro. Se um candidato obtiver pelo menos 77 votos (dois terços) serão queimados unicamente os boletins produzindo um fumo branco, que anuncia a eleição. Nesse momento, o grande sino da Basílica de São Pedro tocará a repique.

Uma vez escolhido, o eleito responde a duas questões do decano dos cardeais: «Aceita a eleição canónica como soberano pontífice?» e «Qual o nome escolhido?» Se responder «sim» à primeira questão, o eleito torna-se imediatamente Papa e bispo de Roma. Estes são os dois últimos atos formais do conclave.

O novo Papa entrará depois numa sala adjacente à Capela Sistina - denominada «sala das lágrimas» porque vários papas aí deram largas à emoção perante a tarefa que lhes era confiada - e envergará uma das três sotainas brancas - de diferentes tamanhos - preparadas pelo alfaiate escolhido pelo Vaticano.

Um a um, os cardeais prestam homenagem ao novo Papa, antes do anúncio aos fiéis, com a fórmula «Habemus Papam» («Temos Papa»), que será pronunciada pelo «protodiácono» (o cardeal mais antigo no cargo), atualmente o francês Jean-Louis Tauran, presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso.

O novo »apa profere depois a bênção apostólica «Urbi et Orbi» («À Cidade e ao Mundo»), a partir da varanda da basílica de São Pedro.



Antes, os cardeais tinham celebrado a missa "Pro eligendo romano pontifice",

na qual apelaram para a "unidade da Igreja".



Entre os 115 cardeais eleitores, 60 são europeus, 19 são da América Latina, 14 são da América do Norte, 11 são de África, 10 são da Ásia e da Oceânia está presente um.

No Conclave estão presentes ainda outros elementos: o secretário do colégio cardinalício (Lorenzo Baldisseri - que desempenha as funções de secretário da assembleia eleitoral) e o mestre das celebraçõöes litúrgicas pontifícias (Guido Marini).

Está também prevista a presença de mais pessoas para ajudarem em diferentes tarefas (confissões, médicos, enfermeiros, serviços técnicos, alimentação,limpeza e motoristas).

Os lugares do conclave são fechados por dentro (responsabilidade do cardeal camarlengo Tarcisio Bertone), e por fora (responsabilidade do substituto da Secretaria de Estado, o arcebispo Giovanni Angelo Becciu).

Antes de iniciado o Conclave, os cardeais tinham celebrado a missa «Pro eligendo romano pontifice», na qual apelaram para a «unidade da Igreja» e todos fizeram o juramento de escolher em consciência e livremente o novo Papa.