As autoridades paquistanesas ordenaram na madrugada desta terça-feira a prisão domiciliária por setes dias da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, para impedir que participasse de manifestação proibida, noticia a agência France Press.

«Tentamos entregar-lhe a ordem de prisão, mas não estava disponível para a receber», afirmou o comandante da polícia de Lahore, Aftab Chima,

As autoridades do Paquistão tinham proibido a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto de organizar nesta terça-feira uma «longa marcha» para protestar contra o estado de emergência no país.

A polícia chegou a avisar Bhutto de que poderia ser mais uma vez alvo de um atentado se mantivesse sua «longa marcha» entre Lahore (leste) e Islamabad.

As autoridades já tinham impedido sexta-feira a realização de uma reunião do partido da ex-primeira-ministra na periferia de Islamabad, e colocado Bhutto em prisão domiciliar alegando «ameaças precisas de atentado» contra ela.

Bhutto, que rompeu negociações com o presidente Pervez Musharraf para uma futura divisão do poder, foi alvo em 18 de Outubro do atentado mais mortífero da história do Paquistão, no qual morreram 139 pessoas.

«Existe uma ameaça de atentado suicida, dirigida especificamente contra ela», declarou à AFP o chefe da polícia de Lahore, Malik Mohammad Iqbal, evocando uma «ameaça muito séria, iminente e das mais graves».
Portugal Diário