Uma menina de oito anos, que trabalhava ilegalmente como empregada doméstica, foi morta por um dos seus patrões em Rawalpindi, no Paquistão, por deixar fugir os papagaios de estimação da casa, segundo a polícia.

De acordo com o oficial Zia Uddin, a menina, que se chamava Zohra, abriu a gaiola para alimentar os animais, mas estes conseguiram fugir.

Como castigo, os empregadores de Zohra, que são donos de um negócio de compra e venda de animais, espancaram a criança antes de a abandonarem num hospital local, onde acabou por morrer na segunda-feira.

“A vítima, quando foi levada para o hospital, ainda estava viva. Tinha ferimentos na cara, nas mãos, no peito e nas pernas. Também tinha feridas nas coxas, o que pode indicar que também foi agredida sexualmente”, mostra o primeiro relatório policial.

O hospital chamou as autoridades policiais, que acabaram por prender os dois suspeitos, que estão agora em prisão preventiva a aguardar os resultados finais da investigação.

Zohra foi contratada pela família para cuidar de um bebé e, em troca, os patrões seriam responsáveis por lhe pagarem os estudos.

De acordo com a Comissão de Direitos Humanos do Paquistão (HRCP sigla em inglês), o país tem um enorme problema com o trabalho infantil, onde se estima que cerca de 12 milhões de crianças estejam nestas condições.

Embora o Paquistão não tenha uma idade mínima legar para as pessoas trabalharem, a lei proíbe que os menores trabalhem como empregados domésticos.

Lara Ferin