Os paraquedistas portugueses ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana foram esta quinta-feira chamados a travar uma tomada de assalto na cidade de Bambari, com o objetivo de protegerem a população civil. O confronto decorreu durante cinco horas.

De acordo com o porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas, uma operação foi conduzida naquela cidade durante cinco horas. As tropas especiais portuguesas no país, em missão para manutenção de paz, foram chamadas a apoiar as Forças Armadas da República Centro-Africana quando um grupo armado da UPC - União para a Paz da República Centro-Africana - tentou tomar de assalto a cidade, que fica a 400 quilómetros da capital Bangui, para controlar o comércio local e fazer cobrança de impostos ilegal.

A ofensiva por parte deste grupo armado foi levada a cabo com recurso a armamento pesado, numa desmonstração de capacidade de controlo do comércio local, colocando civis no fogo cruzado durante o confronto com as Forças Armadas centro-africanas (FACA). As organizações governamentais têm tentado a todo o custo impedir a presença de combatentes no centro da cidade, que disputam recursos e a cobrança ilegal de impostos à população. A entrada do grupo armado em Bambari provocou a debandada precipitada da população para fora da cidade, ameaçando a estabilidade, a segurança e a liberdade de circulação", esclarece, em comunicado, o porta-voz do Estado-Maior-General das Forças Armadas.

As tropas do país, incapazes de conter a entrada do grupo, pediram ajuda e o contingente português, que atua como força de reação rápida, foi ativada para reagir.

Neste momento, não há qualquer registo de feridos entre os portugueses, mas houve combate direto com troca de tiros.

Os militares portugueses encontram-se todos em segurança".

De acordo com a Lusa, pelo menos dois polícias morreram nos confrontos entre as Forças Armadas da República Centro-Africana e o grupo armado.

Dois polícias foram mortos e um outro foi ferido em Bambari”, indicou o porta-voz do Governo centro-africano, Ange-Maxime Kazagui.

Três dezenas de “feridos por balas” foram tratados pelos Médicos Sem Fronteiras no hospital daquela localidade, no centro do país, de acordo com aquela organização não-governamental.

Em novembro, os paraquedistas portugueses estiveram envolvidos em vários combates para proteção da população civil, que duraram dois dias, tendo resultado desses confrontos um ferido ligeiro entre os capacetes azuis portugueses.