Perto de 2.000 pessoas foram identificadas em França no sábado no âmbito dos protestos dos coletes amarelos, que levaram às ruas cerca de 136.000 manifestantes, indicou hoje o ministro do Interior, Christophe Castaner.

As interpelações deram origem a 1.939 identificações e 1.709 detenções, segundo o balanço definitivo do quarto sábado consecutivo de manifestações do movimento, que começou há algumas semanas em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis.

Entre os detidos encontram-se 52 mulheres e 95 menores.

Só em Paris registaram-se 1.082 detenções.

Durante os protestos 135 pessoas ficaram feridas, 17 das quais polícias, a maioria na capital francesa: 96 cidadãos e dez agentes da autoridade.

Globalmente, a violência foi menor do que no fim de semana passado e “o nível de tensão baixou”, mas a situação “não é satisfatória”, declarou o porta-voz do governo francês Benjamin Griveaux à emissora Europe 1.

A participação dos coletes amarelos nas manifestações em todo o país, de acordo com os cálculos do Ministério do Interior, foi sensivelmente a mesma da do passado dia 1.

Os distúrbios de sábado em Paris foram de menor gravidade que os de há uma semana devido, em boa medida, ao impressionante dispositivo de segurança (8.000 agentes só na capital, quase o dobro do dia 1, apoiados inclusive por blindados) e a uma ação muito mais reativa perante qualquer incidente.

Ainda assim, repetiram-se as cenas de carros queimados, de montras partidas, de lojas saqueadas e de barricadas nas ruas.