Duas pessoas morreram hoje, na sequência de manifestações na Coreia do Sul, horas depois de anunciada a destituição da presidente sul-coreana, Park Geun-hye, informou a agência Associated Press (AP).

Um responsável de um hospital disse que um homem de cerca de 70 anos morreu na sequência de ferimentos na cabeça, depois de cair de cima de um autocarro da polícia em frente ao Tribunal Constitucional.

A mesma fonte afirmou que o homem, que se estima ser apoiante de Park, estava a sangrar bastante quando chegou ao hospital e que morreu ao início da tarde (madrugada em Lisboa).

O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul ratificou por unanimidade a destituição de Park Geun-hye, que o Ministério Público considera suspeita num caso de corrupção e tráfico de influências que envolve uma amiga.

Com a destituição, Park perde a imunidade e a Coreia do Sul tem de realizar eleições presidenciais num prazo inferior a 60 dias.

Os deputados da Coreia do Sul aprovaram, a 9 de dezembro, a destituição da presidente do país, Park Geun-hye, mas a decisão tinha de ser ratificada pelo Tribunal Constitucional para ser definitiva.

O Ministério de Defesa e o Estado-maior Conjunto da Coreia do Sul ordenaram, entretanto, aos militares no ativo que elevem o seu nível de alerta face a possíveis “provocações” de Pyongyang.

Os Estados Unidos já reagiram à decisão, dizendo que a destituição de Park Geun-hye é um assunto interno e que não afeta a aliança com o país asiático.

O porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Mark Toner disse que os EUA vão continuar a trabalhar com o Presidente interino, o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, e que aguardam a escolha dos sul-coreanos na eleição presidencial.

A destituição de Park “é um assunto doméstico no qual os Estados Unidos não tomam nenhuma posição”, afirmou Toner, acrescentando que cabe aos cidadãos da Coreia do Sul determinarem o futuro do seu país.

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