Esta segunda-feira foi o primeiro dia de trabalho de Elisa Ferreira na nova Comissão Europeia, liderada por Ursula Von der Leyen. Em Bruxelas, na Bélgica, a comissária portuguesa - responsável pela pasta da Coesão e Reformas - abriu as portas do seu gabinete à TVI.

Pedro Moreira, repórter da TVI, teve direito a uma visita exclusiva aos corredores do Edíficio Berlaymont, onde trabalham milhares de pessoas, neste que foi um dia de mudança.

É um dia de grande azáfama, e acho que eles fizeram milagres, porque durante o fim de semana mudaram as mobílias, mudaram o essencial, mas neste momento está tudo ainda cheio de caixotes", disse Elisa Ferreira.


A comissária portuguesa ficou com o gabinete da dinamarquesa Margrethe Vestager, atual vice-presidente executiva, sendo que as mobílias eram dos comissário português Carlos Moedas que, em setembro de 2014, Jean-Claude Juncker atribuiu a pasta da Investigação, Ciência e Inovação. 

No gabinete situado no 10.º andar, Elisa Ferreira vai ter uma equipa de seis pessoas com quem vai trabalhar diretamente,

Questionada sobre o facto de inicialmente Pedro Marques, atualmente deputado europeu, ter sido apontado como o comissário de Portugal na Comissão Europeia, admitiu que ficou supreendida quando recebeu o telefonema de António Costa.

Foi de facto uma surpresa e, nat

uralmente, cabe ao primeiro-ministro decidir e fazer a proposta (...) foi para mim uma enorme surpresa ter recebido aquela chamada telefónica".

Afirmou que tem uma grande esperança na liderança de Ursula Von der Leyen, que acredita ser uma pessoa "que quer mesmo fazer bem", e disse ainda que a pasta que lhe foi atribuída - Coesão e Reformas - "está no centro da agenda europeia"

Elisa Ferreira disse que "é uma honra ter estas funções" e que sente uma gratidão enorme a Portugal pelas oportunidades que lhe têm sido dadas.

Eu sou uma privilegiada naquele país, porque me deram oportunidades de trabalhar em coisas fantásticas e, de facto, isto não acontece a toda a gente. Portanto, eu tenho de ter esse sentimento de gratidão em relação ao país", concluiu. 

Admitiu que a União Europeia está a viver um período de "circunstâncias muio especiais", nomeadamente com a saída do Reino Unido, e que cada dia que passa é preciso uma maior responsabilidade "coletivamente em Portugal e na Europa sobre o modo como usamos o dinheiro"

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