Uma mulher, detida num estabelecimento prisional nos Estados Unidos, deu à luz uma criança sem qualquer assistência médica ou apoio, mesmo depois de ter chamado ajuda. Sete horas após o pedido de auxílio, a mulher continuava sozinha, fazendo um parto que gerou indignação.

Tammy Jackson, detida numa cela de isolamento na prisão de Broward, na Florida, começou com dores abdominais e contrações na madrugada de 10 de abril, prevendo que o nascimento poderia acontecer a qualquer altura.

Depois de chamar os guardas prisionais e de bater na porta da cela, pedidos ignorados, a mulher teve mesmo que dar à luz sozinha.

Foi obrigada a agachar-se e apanhar o bebé”, contou ao The New York Times o advogado da mulher. De acordo com Gordon Weekes Jr., isto depois de sete horas de trabalho de parto, sem medicação ou assistência médica.

A mulher estava a aguardar julgamento numa cela de isolamento por estar grávida, tendo sido detida por posse de cocaína em janeiro.

Os Internal Affairs abriram uma investigação interna sobre o parto da reclusa Tammy Jackson", afirmou Gina Carter, a porta-voz daquele departamento que investiga suspeitas de violação da lei e de conduta profissional cometida por forças de segurança.

O advogado da agora mãe descreve a mulher como “mentalmente doente” e que é importante “ver de que forma é que essa negligência grave afetará a frágil saúde mental" de Tammy.

Diz o The New York Times, citando a missiva, que os guardas tentaram contactar o médico d serviço às 3:16 horas, acrescentando que só pelas 7:22 foi possível chegar à fala com o profissional, que garantiu atender a mulher quando chegasse à cadeia.

Mesmo depois do parto, quase sete horas após o pedido de ajuda, a mulher foi mantida na cela. Só depois chegou a ajuda de um médico e duas enfermeiras, disseram as autoridades de Broward.