A religião cristã viveu durante este fim de semana uma das alturas mais importantes do calendário. Num mundo novamente marcado pela pandemia de covid-19, as vozes de "Aleluia" ouviram-se a soar atrás das máscaras.

Desde as catedrais católicas de Roma até às igrejas protestantes, os crentes seguiram as regras impostas pelos diferentes governo em todo o mundo. 

Em Israel, um dos locais mais sagrados para os cristãos, as restrições e as quarentenas impostas colocaram barreiras às visitas dos peregrinos, que foram impedidos de chegar a Jerusalém durante a Semana Santa.

Mais perto, no Vaticano, o Papa Francisco lamentou as restrições causadas pela pandemia, falando para as cerca de 200 pessoas que participaram numa missa na Catedral de São Pedro. Normalmente, o mesmo espaço estaria cheio de milhares de pessoas, com outras tantas a assistir da parte de fora, em números que podiam chegar a 100 mil pessoas.

Voltando à Terra Santa, e na parte velha da cidade de Jerusalém, no Santo Sepulcro, uma missa foi celebrada por um padre sénior do clero católico. É ali que se acredita que Jesus Cristo terá renascido três dias após a morte.

Aqui, e devido ao sucesso da vacinação em Israel, foi possível abrir os locais religiosos a muitas pessoas.

Aqui ao lado, em Sevilha, as ruas da cidade estavam despidas, ainda que se tenha conseguido ver a tradicional procissão em que é carregada uma estátua de Jesus.

Em Viseu, duas aeronaves sobrevoaram esta tarde as paróquias da diocese com a mensagem pascal,

Desde a África do Sul até à Coreia do Sul, cristãos de todo o mundo celebraram como puderam o domingo de Páscoa.

António Guimarães