Dois autores de um ataque com recurso a um carro-bomba no sul da Tailândia, uma região agitada por uma rebelião independentista muçulmana, foram condenados a prisão perpétua na quinta-feira.

"Inicialmente, o tribunal sentenciou-os à morte, mas foi comutada para prisão perpétua porque eles confessaram", disse o advogado de ambos, Abdulqahhar Aweaputeh, presidente da Fundação de Advogados Muçulmanos.

Os dois condenados colocaram as bombas num carro, que explodiram a 09 de maio de 2017 num estacionamento de um supermercado, em Pattani. No total, 61 pessoas ficaram feridas.

Dez dos alegados cúmplices continuam a ser procurados pela polícia.

Os dois recorreram da condenação por "tentativa de homicídio" e "explosão em local público".

A rebelião independentista muçulmana abrandou nos últimos meses, com uma significativa quebra nos ataques contra tropas do regime de Banguecoque instaladas nas três províncias do sul da Tailândia que têm sido palco de ataques.

Os civis compõem a maioria das quase sete mil mortes causadas por este conflito desde 2004.

O último ataque mortífero aconteceu a 22 de janeiro de 2018, quando três pessoas perderam a vida após uma explosão de uma bomba num mercado no sul da Tailândia.

A Tailândia, principalmente budista, conduziu uma política de assimilação forçada dos muçulmanos nesta região, ligada à Malásia até o início do século XX.