O antigo diretor de campanha do presidente dos Estados Unidos foi condenado, na quinta-feira, a três anos e 11 meses de prisão (47 meses) pelos crimes de fraude fiscal e bancária, no seguimento da investigação procurador especial Robert Muller, à interferência russa nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016.

A equipa de Muller descobriu que Manafort escondeu milhões de dólares, que tinham sido obtidos enquanto consultor do antigo presidente da Ucrânia, um homem próximo de Vladimir Putin.

Para além de ter fugido aos impostos, o consultor politico entregou declarações falsas a vários bancos para obter empréstimos milionários, com o objectivo de manter o seu estilo de vida opulento.

O ex-diretor de campanha enfrentava uma pena que poderia ir até aos 25 anos de prisão, o que o colocaria para o resto da vida na prisão, uma vez que Manafort tem 69 anos. 

Apesar de a condenação ficar abaixo dos quatro anos, esta é a sentença mais pesada dada a um arguido na investigação do procurador especial.

Paul Manafort foi considerado culpado em agosto do ano passado, por oito crimes: cinco de evasão fiscal, dois de fraude bancária e ainda por ter escondido a existência de uma conta bancária no estrangeiro.

Apesar de ter sido condenado por crimes do foro económico, as implicações do veredicto voltam a acentuar a polémica em torno da campanha de Donald Trump e as suas alegadas ligações ao Kremlin, numa altura em que a investigação à ingerência da Rússia nas eleições presidenciais americanas está prestes a chegar ao fim.