O líder do grupo socialista no Parlamento Europeu (S&D, que integra os eleitos pelo PS), Gianni Pitella, exigiu esta quarta-feira que o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, seja destituído após comentários que considerou “vergonhosos”.

Num comunicado divulgado após uma reunião política dos S&D, Pitella salientou que o presidente do fórum que reúne os ministros das Finanças dos 19 países da moeda única deve pedir imediatamente a demissão do cargo.

O Eurogrupo merece um presidente progressista”, refere o comunicado.

 

“A sua declaração foi vergonhosa e impossível de ser mal interpretada”, disse Pitella, acrescentando que – juntando a ausência de um pedido de desculpas – o ministro das Finanças holandês, e que integra os S&D, “não está à altura do cargo de presidente do Eurogrupo”.

A liderança dos S&D salienta ainda que Dijsselbloem deveria ter pedido desculpa pelas afirmações feitas numa entrevista, na segunda-feira.

O Governo português, por intermédio do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, na terça-feira, e do primeiro-ministro, António Costa, esta quarta-feira, já pediram o afastamento de Dijsselbloem da presidência do fórum de ministros das Finanças da zona euro, posição subscrita por Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra de visita a Bruxelas.

Jeroen Dijsselbloem acusou, em declarações ao diário alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung publicado na segunda-feira, o bloco do sul da UE de “gastar todo o dinheiro em copos e mulheres”.