A tempestade “Glória” foi até agora responsável por 13 mortos e quatro desaparecidos na sequência da sua passagem por Espanha de domingo a quinta-feira, revelou esta sexta-feira o primeiro-ministro espanhol, que culpou as mudanças climáticas pelo sucedido.

Pedro Sánchez expressou sua “solidariedade” às famílias dos doze mortos e das quatro pessoas desaparecidas, assegurando que as autoridades nacionais estão a utilizar “todos os recursos materiais e humanos” para localizar, “o mais rápido possível”, estes últimos.

De acordo com as autoridades regionais, o número conhecido anteriormente de mortos era de onze atribuídos à tempestade, que atingiu principalmente o leste da Espanha e a costa do Mediterrâneo.

O mar avançou três quilómetros para o interior no Delta do Ebro”, disse Pedro Sánchez, acrescentando que, “nalguns lugares, caiu mais chuva num dia do que é esperado para o ano inteiro”.

O chefe do governo referiu que se trata da sua “sétima grande tempestade desde o início da temporada de tempestades e que estas são cada vez mais devastadoras”, e sublinhou que a Espanha está particularmente exposta às mudanças climáticas.

Na última terça-feira, o governo espanhol comprometeu-se a apresentar um projeto de lei de transição energética, para combater o aquecimento global, nos “primeiros 100 dias” do seu mandato, ou seja, antes do final de abril.