David e Louise Turpin declararam-se culpados, esta sexta-feira, de 14 crimes, incluindo um de tortura, pelo Procurador de Riverside County. O casal manteve em cativeiro, durante vários anos, os 13 filhos.

Marido e mulher foram presos em janeiro de 2018, depois de a fila de 17 anos ter escapado da cave, onde estava acorrentada, e ter ligado para os serviços de emergência dos EUA. Os Turpin são ainda acusados de abuso de crianças, garantindo o tribunal que há provas para os condenar por 50 crimes

Na altura da descoberta, os pais de David deram várias entrevistas, garantindo que se tratava de uma família cristã, bastante “respeitada” na comunidade. James e Betty Turpin ficaram “surpreendidos e chocados” com a macabra descoberta.

Quando foram encontrados, os 13 irmãos, com idades entre os dois e os 29 anos, estavam desnutridos (as autoridades ficaram mesmo surpreendidas com as idades de alguns, uma vez que pareciam todos mais pequenos) e a casa encontrava-se com más condições de higiene.

Os avós paternos relataram falavam ao telefone com o filho e a nora, mas nunca com os netos. Ou seja, David e Louise só ligavam quando não estavam com os filhos.

James e Betty contaram que os 13 irmãos tinham uma “educação em casa muito rigorosa”. Sabiam longas passagens da Bíblia e alguns queriam mesmo memorizá-la toda.

Em várias fotos da família, as crianças estão vestidas de igual. A avó garante que assim era mais fácil não perderem nenhuma.

Eles eram muito protetores em relação aos filhos”, disse, à CNN.

O casal e os 13 filhos moravam na casa desde 2010. Um ano depois, deu entrada um processo por falência da família.

Segundo documentos revelados pela imprensa norte-americana, a casa também estava registada como sendo uma escola, da qual o pai seria o diretor.

Antes, David Turpin era engenheiro e ganhava cerca de 140 mil dólares por ano. A mulher ficava em casa.

Na altura garantiram que "foi Deus" quem mandou trancar os filhos na cave.