À medida que o tempo passa, a capital do Haiti torna-se cada vez mais violenta. Depois do sismo de terça-feira, a falta de bens básicos faz-se sentir com mais intensidade. As autoridades temem que estas carências se transformem em violência. Este sábado, assistiu-se ao pior incidente dos últimos dias.

Um fotógrafo da agência Reuters relata que assistiu a confrontos entre cerca de mil pessoas na capital, numa rua comercial, em luta por bens. Carlos Barria diz que se valeram de facas, paus, pedras e até de martelos.

«Agora é a anarquia, o caos total, a polícia foi embora», disse o fotógrafo, citado pela agência noticiosa para que trabalha.

Nos primeiros dias após o sismo, têm-se registado pilhagens, mas nenhum incidente tão violento e com a escala do registado este sábado.

A demora na assistência às vítimas e aos sobreviventes do abalo levou as autoridades a alertarem para o perigo de a violência estalar na cidade.

Os EUA já anunciaram que irão colocar no país até 10 mil militares. Muitos já estão no terreno, nomeadamente na zona do aeroporto, que está sob controlo norte-americano, para assegurar a chegada em segurança dos aviões com ajuda humanitária.

Segundo a Reuters, este sábado, dez helicópteros dos EUA sobrevoaram Port-au-Prince distribuindo água e rações militares.