Seis profissionais de saúde morreram por causa do novo coronavírus e cerca de 1.716 foram infetados na China. A informação foi anunciada esta sexta-feira pela Comissão Nacional para a Saúde do país.

O porta-voz desta comissão, Zeng Yixin, afirmou, em conferência de imprensa, que o número de profissionais de saúde infetados está a aumentar.

Também esta sexta-feira foram reportadas mais 121 mortes nas últimas 24 horas, fixando em 1.380 o número total de vítimas mortais em todo o continente chinês.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número de infetados cresceu 5.090, para 63.581, na totalidade da República Popular da China, que exclui Macau e Hong Kong.

O principal órgão de saúde da China reviu assim em baixa os dados difundidos ao início da manhã (hora local) pelas autoridades de Hubei, apontando que houve duplicados na "recolha e registo de dados".

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número atual de infeções na China Continental é de 63.851, um aumento de 5.090, em relação ao dia anterior.

Os números anteriores divulgados pelas autoridades de Hubei fixaram o número de infetados acima dos 65.000, mas a Comissão apontou, entretanto, que aquele número está incorreto.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde, só na província de Hubei, epicentro da epidemia, morreram 116 pessoas nas últimas 24 horas, fixando o total em 1.318, e surgiram 4.823 novos casos.

A mesma fonte informou ainda que entre os novos casos registados a nível nacional, 2.174 são graves, enquanto 1.081 pessoas receberam alta após superarem a doença.

Mais de 490.000 pessoas que estiveram em contacto próximo com pacientes estão a ser acompanhadas.

Na quinta-feira, as autoridades passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui "casos clinicamente diagnosticados", mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas.

No primeiro dia após a entrada em vigor do novo método, a China reportou aumentos recorde no número de mortos e infetados.

Os atrasos no diagnóstico do vírus podem ser significativos, já que muitos pacientes aguardam até uma semana pelos resultados dos exames em laboratório, que são enviados para Pequim.

Permitir que os médicos diagnostiquem diretamente os pacientes permitirá que mais pessoas recebam tratamento, inclusive em vários hospitais construídos de raiz em Wuhan, capital de Hubei, especificamente para o tratamento de infetados com o Covid-19.

Para além do continente chinês, Hong Kong e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora trinta países tenham diagnosticado casos de pneumonia por COVID-19, a China responde por cerca de 99% dos infetados.