O atropelamento, que provocou no sábado um morto e um ferido numa marcha de 'orgulho gay' em Wilton Manors, no estado da Florida, no sudeste dos Estados Unidos, foi um "acidente trágico", disseram no domingo as autoridades.

No sábado, o condutor de uma carrinha que atropelou participantes num desfile LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) foi detido pela polícia, levantando questões sobre se o incidente teria sido intencional.

Hoje [domingo] sabemos que o incidente de ontem foi um acidente trágico, e não um ato criminoso dirigido contra uma pessoa ou contra um qualquer grupo de pessoas", disse a polícia de Wilton Manors, localidade situada perto de Fort Lauderdale, em comunicado.

Também a polícia de Fort Lauderdale indicou que o condutor, de 77 anos, era um dos participantes no evento, tendo sido escolhido para conduzir a carrinha que liderava a marcha por sofrer de "doenças que o impediam de andar".

A carrinha arrancou antes do início do desfile e "acelerou subitamente, atingindo dois peões", antes de embater na vedação de um estabelecimento comercial, precisou a polícia de Fort Lauderdale, na mesma nota.

Os dois homens atingidos pela viatura foram transportados para o hospital, onde uma das vítimas acabou por morrer. O segundo homem continua hospitalizado.

O presidente do Coro de Homens Gays de Fort Lauderdale, o grupo a que o condutor e as vítimas pertenciam, também declarou que o incidente não foi um ataque deliberado contra a comunidade LGBT.

Que eu saiba, isto não foi um ataque à comunidade LGBTQ. Prevemos mais pormenores a seguir e pedimos o amor e o apoio da comunidade", escreveu o responsável, Justin Knight, em comunicado.

O autarca de Fort Lauderdale, Dean Trantalis, chegou a afirmar que a carrinha tinha como alvo a viatura onde se encontrava um membro da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, a democrata Debbie Wasserman Schultz, e que se teria tratado de "um ataque terrorista contra a comunidade LGBT".

Agência Lusa / CE