Subiu para 99 o números de pessoas que estão dadas como desaparecidas após o colapso parcial de um prédio de doze andares, na madrugada desta quinta-feira, em Miami, na Florida.

O primeiro balanço das autoridades dava conta de 51 desaparecidos.

Até ao momento, as autoridades conseguiram localizar 102 residentes, confirmando, ainda, apenas um morto e onze feridos. Pelo menos 37 pessoas foram retiradas dos escombros.

O governador da Florida, Ron DeSantis, já declarou o estado de emergência, de modo a ajudar as famílias afetadas e a facilitar a alocação de forças de segurança e de resgate.

O prédio, situado próximo de Miami Beach, tem mais de 130 apartamentos e foi construído em 1980. Estava, presentemente, a ser alvo de intervenção no telhado, mas não foi estabelecida, para já, uma relação causal com o desabamento de parte do edifício.

Pelo menos 99 pessoas, que ali residiriam, estão dadas como desaparecidas, ainda que as autoridades não consigam confirmar se estariam todas em casa no momento do colapso.

Os trabalhos de resgate chegaram a ser afetados pelo mau tempo, nomeadamente uma tempestade com ventos fortes e trovoada, à qual acrescia o risco de derrocada total.

As equipas de resgate estão a trabalhar em turnos de 15 minutos, segundo as autoridades, devido à instabilidade do teatro de operações e ao peso do equipamento que carregam. Os trabalhos vão prosseguir durante a noite.

Foi, também, disponibilizado um número para que os familiares possam alertar as autoridades para moradores desaparecidos ou com os quais não conseguem estabelecer contacto.

Uma moradora do prédio, que não se encontrava em casa aquando do colapso, divulgou nas redes sociais um vídeo dos momentos que antecederam o desabamento, registado por uma câmara de videovigilância no interior da habitação.

O edifício está literalmente destruído. É de partir o coração porque para mim não significa que teremos tanto sucesso como queríamos em encontrar pessoas vivas”, afirmou o autarca de Surfside, Charles Burkett, indicando que o gerente do prédio lhe disse que a torre estava cheia à hora do colapso, pelas 01:30 locais (06:30 em Lisboa).

Catarina Machado