O candidato democrata às presidenciais norte-americanas de novembro tem uma vantagem de 14 pontos sobre o Presidente cessante, Donald Trump, indica esta quarta-feira uma sondagem nacional realizada pelo New York Times e pelo Siena College.

Favorito nas intenções de voto entre as minorias e as mulheres dos Estados Unidos, Biden obteve na sondagem 50% das intenções de voto, contra os 36% de Trump.

Segundo a sondagem, o antigo vice-Presidente de Barack Obama ganha uma larga vantagem nas intenções de voto entre as mulheres, os jovens de entre 18 e 34 anos e as minorias, sobretudo entre os afro-americanos e hispânicos.

A sondagem permite verificar que Biden recuperou o atraso face a Trump entre os eleitores masculinos, brancos e seniores, que permitiram ao candidato republicano vencer as presidenciais em 2016.

Segundo observa a agência noticiosa France-Presse (AFP), Trump perdeu numerosos apoios entre esse eleitorado, que discorda da gestão feita da pandemia de Covid-19, da crise económica dela resultante e da resposta securitária às manifestações contra o racismo e a violência policial que abalou o país depois da morte de George Floyd, um afro-americano de 46 anos que estava sob custódia da polícia, em fins de maio.

A sondagem adianta, por outro lado, que Trump se mantém à frente entre os eleitores brancos sem grande instrução, que terão, segundo a AFP, uma “forte influência nas eleições”, previstas para 3 de novembro.

O New York Times adverte, porém, que os resultados devem ser observados com “prudência”, lembrando que, em 2016, Hillary Clinton estava à frente nas sondagens a nível nacional, o que não impediu a vitória de Trump.

A sondagem foi realizada entre 17 e 22 deste mês junto de 1.337 eleitores inscritos nas listas eleitorais, com a margem de erro a situar-se em cerca de três pontos.

Entretanto, segundo noticia hoje a Associated Press (AP), os eleitores dos estados norte-americanos da Carolina do Norte e do Kentucky nomearam dois republicanos adversários do atual presidente dos Estados Unidos nas primárias para a Câmara dos Representantes.

Na Carolina do Norte, os eleitores republicanos escolheram uma empresária e investidora de 24 anos, Madison Cawthorn, em vez da agente imobiliária Linda Bennet, apoiada por Trump.

No Kentucky, o representante dos republicanos Thomas Massie, que entra frequentemente em confronto com os líderes do partido, voltou a ser nomeado para um sexto mandato, depois de, em março, Trump o considerar “um desastre para a América” que deveria sair do partido.

As vitórias de Cawthorn e de Massie constituem um “embaraço” para Trump, cuja campanha eleitoral para as presidenciais, refere a AP, “começou recentemente a vacilar”.

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