A uma semana das presidenciais nos Estados Unidos, o candidato republicano, Donald Trump, apresenta uma vantagem de um ponto percentual sobre a candidata democrata, Hillary Clinton, numa sondagem divulgada esta terça-feira pelo jornal The Washington Post e pela televisão ABC.

Trump tem 46% de intenções de voto e Clinton 45%, segundo a sondagem, que foi elaborada entre os dias 27 e 30 de outubro, com uma amostra de 1.128 votantes.

Esta é a primeira vez, desde maio, que o milionário e candidato republicano supera a sua adversária nesta sondagem publicada regularmente pelo The Washington Post e pela televisão ABC.

Na reta final da campanha, Hillary Clinton parece perder o fôlego na corrida à Casa Branca, depois de os escândalos de abusos sexuais que envolveram Trump lhe terem dado um impulso significativo nas sondagens.

É que agora a polémica está do lado da candidata democrata, depois de o FBI ter informado o Congresso norte-americano que vai analisar novos emails relacionados com a antiga secretária de Estado, que podem dar uma nova vida à investigação que foi encerrada em julho. 

Hillary Clinton já pediu ao FBI para divulgar os factos "imediatamente", mas tudo indica que isso não irá acontecer antes do dia das eleições, 8 de novembro.

Os emails de Clinton, recorde-se, têm perseguido a candidata nesta campanha e, durante as primárias, foram um dos trunfos dos apoiantes de Bernie Sanders. Agora, a poucos dias das eleições, os analistas consideram que o caso pode voltar a influenciar a opinião dos eleitores independentes e dos indecisos.

Candidatos apostam tudo nos Estados decisivos

Os candidatos à Casa Branca têm apostado em marcar presença nos Estados decisivos, com Clinton a tentar afastar-se do caso dos emails e Trump a insistir no tema que parece beneficiá-lo.

Logo na segunda-feira, Hillary Clinton tentou levar a discussão pública para o tema da energia nuclear, questionando se Donald Trump seria a melhor pessoa para ter o poder de usar o arsenal nuclear norte-americano.

"Imaginem-no no Salão Oval enfrentando uma crise real; imaginem-no a levar-nos para a guerra porque alguém o irritou; espero que pensem nisso quando forem colocar o voto na urna", disse na Flórida, no mesmo dia em que a sua campanha lançou um anúncio de televisão que recuperava um outro, dos anos 60, que se tornou numa imagem de marca dos críticos do armamento nuclear.

Redação / SS- atualizada às 00:10