Truculento, boçal, grosseiro, "casca grossa", cafajeste, jagunço, violento, perigoso, racista, sexista, homofóbico, fascista, populista... E politicamente? Incorreto, no mínimo.

Mas, por mais caracterizações que lhe queiram colar, muito assumidamente, Jair Bolsonaro, de 63 anos, capitão reformado do Exército, raramente corrige ou se desculpa pelo que tem dito ao longo dos anos, por mais críticas e acusações que lhe dirijam. As últimas das quais até surgiram do moderado ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o qual, dos seus 87 anos, avisa que o candidato "lembra outros tempos". A saber, os da ditadura militar no Brasil, dos quais, em boa verdade, o militar já mostrou ter saudades.

Apesar das posições controversas, muitas mais do que os sete partidos em que Jair Bolsonaro já se alistou, nos últimos 30 anos tem conseguido conquistar os votos dos brasileiros, desde que, em 1988, foi eleito vereador no município do Rio de Janeiro.

Seguiu-se o parlamento federal, onde se mantém há 27 anos. Sobre a sua postura legislativa, a sua biografia oficial de campanha é curta e grossa: "destacou-se na luta contra a erotização infantil nas escolas e por um maior rigor disciplinar nesses estabelecimentos, pela redução da maioridade penal, pelo armamento do cidadão de bem e direito à legítima defesa, pela segurança jurídica na atuação policial e pelos valores cristãos".

Armas na mão de civis e redução da idade penal para os 16 anos são, para o capitão, medidas apropriadas para reduzir a criminalidade no país. Sendo que, antes de anunciar a sua candidatura a presidente pelo PSL (Partido Social Liberal) - depois de se ter desvinculado do PSC (Partido Social Cristão), que integrara após ter sido reeleito para o parlamento pelo PP (Partido Progressista) - Bolsonaro já defendera a pena capital, a tortura e os 21 anos de ditadura militar, para ele "uma época gloriosa da história do Brasil".

Messias, pelo lado da mãe

Rezam várias biografias de Bolsonaro, que a mãe, Olinda, após uma gravidez complicada, pretendia dar o nome próprio de Messias, ao filho. Chamar-se Jair terá sido decisão do pai, porque o rapaz nasceu no dia 21 de março de 1955, data do 34.º aniversário do craque Jair Rosa Pinto, que jogava então no Palmeiras, o clube do qual Geraldo Bolsonaro era adepto.

Jair Messias Bolsonaro foi registado em Campinas. Era o terceiro de seis irmãos (Ângelo, Maria Denise, Jair, Solange, Renato e Vânia) e cresceu em várias cidades do estado de S.Paulo. Até que deixou Eldorado para ingressar na Escola Preparatória de Cadetes do Exército.

O jovem cadete Jair Bolsonaro com a mãe, Olinda, e o pai, Geraldo

Nessa altura, o jovem Bolsonaro já falava aos amigos da ideia de ser presidente da República, mas tão somente por considerar que "era coisa de militar", segundo conta a revista Época.

Nessa década de 70, o Brasil vivia em plena ditadura militar. E o cadete Bolsonaro seguia, se bem que, por vontade própria, os passos do seu bisavô alemão, que fora soldado de Hitler.

Agradeço ao povo americano por não estar a falar Alemão, hoje. Apesar do meu bisavô ser alemão e ter sido soldado de Hitler. Ele não tinha opção: ou era soldado, ou era paredão. Foi ser soldado. Graças a Deus, ele perdeu a guerra", lembrou o deputado Bolsonaro em 2014, no parlamento, nas comemorações dos 70 anos da partida do corpo expedicionário brasileiro para a II Guerra Mundial.

"O salário está baixo"

A ditadura militar acaba, em 1985, quando o oposicionista Tancredo Neves vence o sufrágio indireto no Colégio Eleitoral e sucede ao último presidente militar, João Figueiredo. Tancredo morreria antes de ser empossado e foi substituído pelo seu vice, José Sarney.

Neste Brasil da sexta república, Bolsonaro já era capitão. Já era pai - de Flávio, Carlos e Eduardo, filhos da sua primeira mulher Rogéria, que lhe iriam seguir os passos na política - e já era desbocado. Na revista Veja, em 1986, publicou um artigo de opinião, no qual se revoltava contra os baixos soldos na tropa. Apanhou 15 dias de prisão.

O artigo de opinião na revista Veja que custou 15 dias de prisão a Bolsonaro

Libertado - mas só dois anos depois, absolvido - o capitão voltou à carga. Terá planeado a operação "Beco Sem Saída", que visava fazer explodir bombas em instalações militares, caso da Academia Militar das Agulhas Negras, e até na Adutora do Guandu, sistema que abastece a rede de água do Rio de Janeiro.

Uma reportagem da revista Veja denunciou o caso e o Conselho de Justificação Militar considerou Bolsonaro culpado, exigindo que fosse "declarada a sua incompatibilidade para o oficialato e consequente perda do posto e patente". Mas, em 1988, o Supremo Tribunal Militar absolveu o capitão, que passaria à reserva com essa patente, nesse mesmo ano.

"Eu votaria no Lula"

Eleito para a Câmara do Rio de Janeiro, em 1988, dois anos depois Bolsonaro fez-se eleger deputado federal, ainda pelo Partido Democrata Cristão, e assentou arraiais em Brasília, onde está desde 1991.

De partido em partido, de reeleição em reeleição, Bolsonaro manteve sempre o seu arsenal cheio de artilharia populista, especialmente quando enfrentava câmaras de televisão. Em 1999, numa entrevista dada ao seu homónimo - ou xará - Jair Marchesini, na TV Bandeirantes, só surpreendeu quando assumiu que teria votado em Lula da Silva, numa hipotética segunda volta das eleições do ano anterior, contra Fernando Henrique Cardoso (FHC), o então presidente que até disse querer ver morto.

Lula ou FHC. Eu votaria no Lula, no segundo turno. Apesar de dizerem que ele é uma pessoa não muito culta, eu vejo-o como uma pessoa honesta. Não adianta você votar numa pessoa cultíssima como é FHC e desonesta. Você não vai ter esperança de nada, nunca na vida", dizia então Bolsonaro, aos 17 minutos e meio do programa "Câmera Aberta".

A prestação de Bolsonaro na entrevista à Bandeirantes ficaria, desde logo, nos anais da carreira do capitão, então já acantonado no seu cargo de deputado. Houve "pérolas" para todos os gostos:

  • Eu sou favorável à tortura, você sabe disso. E o povo é favorável a isso também";
  • Bobos somos nós que estamos pagando impostos aqui em baixo. Inclusive, conselho meu e eu faço: eu sonego tudo o que for possível. Se eu puder não pagar um negócio, eu não pago";
  • Se fosse hoje o presidente da República você fecharia o congresso nacional? Não há a menor dúvida. Daria golpe no mesmo dia. Não funciona. E tenho a certeza de que, pelo menos, 90% da população ia fazer a festa e bater palmas. Porque não funciona. O congresso hoje em dia não serve para nada";
  • Não vai falar em ditadura militar, aqui. Só desapareceram 282. A maioria, marginais, assaltantes de bancos, sequestradores";
  • “Através do voto, você não vai mudar nada neste país. Nada, absolutamente nada. Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil e começando por FHC”;
  • Se queres a paz, prepara-te para a guerra. Pinochet só está preso lá, porque o Chile não tem bomba atómica. O cidadão honesto tem que se armar. Eu ando armado. Eu estou armado aqui. Pode-me rever, podem-me matar. Isso é outra história. Mas, se der mole, eu vou atirar. E atirar para matar". 

"Promiscuidade" com Preta Gil

Acusações de racismo, homofobia, xenofobia, sexismo são medalhas que o deputado Bolsonaro foi colecionando ao longo dos anos. Em 2011, um dos casos mais polémicos envolveu a cantora Preta Gil, filha do músico que já fora ministro da Cultura, Gilberto Gil.

Ô preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu", foi a resposta de Jair Bolsonaro, quando a cantora lhe perguntou: "Se o seu filho se apaixonase por uma negra, o que você faria?"

A resposta dada na rubrica "O povo quer saber" do programa humorístico "Custe o que custar" da Rede Bandeirantes voltou a dar bronca. A cantora, através do Twitter, anunciou um processo - "Advogado acionado, sou uma mulher Negra, forte e irei até o fim contra esse Deputado, Racista, Homofóbico, nojento, conto com o apio de vcs" - e Bolsonaro tentou emendar a mão.

Foi um mal entendido, eu errei. Como veio uma sucessão de perguntas eu não ouvi que era aquela pergunta, foi um equívoco. Eu entendi que a pergunta era se meu filho tivesse um relacionamento com gay, por isso respondi daquela forma. Na verdade, quando eu vi a cara da Preta Gil eu respondi sem prestar atenção", justificou-se Bolsonaro.

Mas, o deputado voltou a mostrar não ser pessoa de gostar propriamente de dar a outra face: "Eu responderia que aceito meu filho ter relacionamento com qualquer mulher, menos com a Preta Gil", afirmou então à imprensa, mantendo sem retoques, as restantes respostas dadas no programa a perguntas de populares e figuras públicas:

  • O que você acha da Dilma?
    - Pelo passado dela, sequestros, roubos, por mim não seria jamais presidente da República!";
  • Está com saudades do Lula?
    - De jeito nenhum. Só tenho saudades de pessoas sérias...";
  • Do que você tem mais saudades na ditadura?
    - Do respeito, da família, da segurança, da ordem pública e das autoridades, que exerciam a autoridade sem enriquecer";
  • É a favor de que o Brasil tenha a bomba atómica?
    - Só é respeitado quem tem o poder de intimidar. Se o Irã [Irão] pode ter, segundo o Lula, nós até poderíamos marchar para isso";
  • Que você faria se apanhasse um filho fumando "umzinho"?
    - Daria uma porrada nele, pode ter a certeza disso;
  • Que você faria se tivesse um filho gay?
    - Isso nem passa pela minha cabeça. Porque se der uma boa educação, como pai presente, então não corro esse risco";
  • No exército tinha muita viadagem?
    - No nosso meio, o percentual é muito pequeno, mas são tolerados e respeitados. Logicamente, aquele que aparecer tem o tratamento devido, de acordo com a legislação militar";
  • Se te convidarem para ir no desfile gay, você iria?
    - Eu não iria, porque eu não participo de promover os maus costumes;
  • Quantos chefes negros você já teve?
    - Nem contra. Não dou bola para isso!

"O pavor de Dilma Rousseff"

Em abril de 2016, a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma Rousseff, enfrentou um processo de impeachment, que a afastou do cargo. O deputado Bolsonaro, já a planear a sua candidatura ao Palácio do Planalto, voltou a mostrar-se como um elefante numa loja de porcelanas, no momento de declarar o seu voto.

Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo Exército de Caxias, pelas nossas Forças Armadas, por um Brasil acima de tudo e por Deus acima de todos, o meu voto é sim!”, berrou alto e bom som, Jair Bolsonaro, elogiando o antigo chefe da polícia política (DOI-Codi), que morrera aos 83 anos, o primeiro militar a ser reconhecido pela Justiça como um dos torturadores durante a ditadura militar, acusado pelo desaparecimento e assassínio de, pelo menos, 60 pessoas.

A preparar a corrida à presidência do país, durante o seu sétimo mandato como deputado - para o qual fora reeleito em 2014, quase quadruplicando os votos -, a imprensa brasileira começou a registar que Bolsonaro até fez por tentar suavizar o seu discurso. Mas as farpas não deixavam de lhe sair pela boca fora.

Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens e na quinta eu dei uma fraquejada e saiu uma mulher", foi a piadola, considerada sexista, dita pelo deputado, referindo-se à sua descendência: Flávio, Carlos, Eduardo e Renan, filho da sua segunda mulher Ana Cristina Vale, e a pequena Laura, filha de Michelle, com quem se casou em 2013.

A conferência de Bolsonaro na Hebraica, uma associação cultural judaica de S. Paulo, em abril do ano passado, voltou então a mostrar mais temas de atrito do pré-candidato:

  • O pessoal aí em baixo [referindo-se a jovens de movimentos juvenis, torturados da ditadura militar, ativistas dos direitos humanos], eu chamo de cérebro de ovo cozido. Não adianta botar a galinha, que não vai sair pinto nenhum. Não sai nada daquele pessoal”;
  • Eu fui num quilombo [comunidade de descendentes de antigos escravos]. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Nem p'ra procriador ele serve mais”;
  • Alguém já viu um japonês pedindo esmola por aí? Não, porque é uma raça que tem vergonha na cara. Não é igual a essa raça que 'tá aí em baixo, ou como uma minoria que 'tá ruminando aqui do lado”;
  • Se eu chegar lá [presidência do Brasil] não vai ter dinheiro p'ra ONG [Organizações Não Governamentais]. Esses vagabundos vão ter que trabalhar. Pode ter certeza que se eu chegar lá, no que depender de mim, todo mundo terá uma arma de fogo em casa, não vai ter um centímetro demarcado para reserva indígena ou para quilombola”;
  • Tínhamos na presidência um energúmeno que não sabia contar até dez porque não tinha um dedo [Lula da Silva]”;
  • Eu não tenho nada a ver com homossexual. Se bigodudo quer dormir com careca, vai ser feliz”.

As constantes advertências de Bolsonaro face às reservas índias acabaram por ser o prenúncio de uma ameaça que ajudou a pôr meio mundo em sentido, quando, à maneira de Donald Trump, admitiu fortemente retirar o Brasil do Acordo climático de Paris.

Eu saio do Acordo de Paris se isso continuar sendo objeto. Se nossa parte for para entregar 136 milhões de hectares da Amazônia, estou fora sim”, afirmou Bolsonaro, já este ano, em plena campanha eleitoral, dias antes de ser esfaqueado em Juiz de Fora, estado de Minas Gerais.

Fantasma de Lula

Decidido, Bolsonaro começou o ano atrás nas intenções de voto de uma hipotética e anunciada recandidatura do antigo presidente brasileiro Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT). E acossado até por acusações de enriquecimento suspeito, ao longo dos seus 27 anos de deputado.

O jornal Folha de S. Paulo fez saber que Bolsonaro e os seus três filhos metidos na política eram donos de 13 imóveis, com um valor mínimo de 15 milhões de reais, 3,5 milhões de euros, ao câmbio atual. Todos localizados em áreas nobres do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca, e, segundo informações obtidas em cartórios notariais, todos adquiridos nos últimos dez anos. A reportagem dava ainda conta que os bens da família Bolsonaro também incluíam carros e aplicações financeiras de 1,7 milhões de reais (cerca de 400 mil euros).

À época, Bolsonaro defendeu-se dizendo que as acusações eram uma "calúnia", "mentira da esquerda amedrontada", sem, contudo, explicar muito, incluindo os registos no Tribunal Superior Eleitoral de que o seu património crescera 150%, entre 2010 e 2014.

Sem se demover, Jair Bolsonaro fez-se à estrada em campanha e foi o primeiro candidato à presidência a alcançar o valor de um milhão de reais em doações (235 mil euros), apenas dois meses após começar o peditório.

Os estudos e sondagens têm mostrado que o candidato é o preferido entre os brasileiros que ganham mais e são mais escolarizados, sendo que cerca de 60% dos seus apoiantes têm menos de 34 anos. São aqueles que nasceram após a ditadura militar e que mais usam as redes sociais, palco no qual o capitão foi considerado o mais influente no ano passado pelo Instituto FSB Pesquisa: tinha quatro milhões de seguidores no Facebook, mais do que o ex-presidente Lula, seguido por 2,8 milhões.

Jair Bolsonaro em campanha com forte aposta nas redes sociais

Facada ou "fake"

Juiz de Fora, estado de Minas Gerais, dia 6 de setembro. Levado em ombros, em campanha, Jair Bolsonaro é esfaqueado na barriga. A lâmina ter-lhe-á atingido os intestinos delgado e grosso. Adélio Bispo de Oliveira, identificado como o autor do crime, é detido e diz à polícia que fez o que fez "a mando de Deus".

Bolsonaro é operado em Juiz de Fora, transferido depois para S. Paulo e novamente intervencionado cirurgicamente. O atentado, condenado por todas as forças políticas, torna-se pedra de toque nas redes sociais, onde surgem as mais diversas teses. Algumas acusam a candidatura do capitão de ter feito uma encenação: porque não se viu sangue, porque nas imagens divulgadas do bloco operatório, os médicos estão sem luvas, e, mais recentemente, porque o candidato, de facto, já tinha marcada uma operação a um cancro.

Para além da guerra instalada entre verdades e boatos - as "fake news" - que grassa nas redes sociais e tem dominado as presidenciais brasileiras, o presumível atentado catapultou Jair Bolsonaro nas intenções de voto. Tanto ou tão pouco que levou milhares, no Brasil e pelo mundo fora a manifestar-se sob a hashtag #EleNão. E muitos outros milhares a contraporem com a #EleSim.

A facada permitiu a Bolsonaro cortar-se a comparecer a debates, quando se viu apurado para a segunda volta frente a Fernando Haddad, do PT. Depois de o ter ajudado a passar de 26% nas intenções de voto para 46% dos votos efetivos dos brasileiros no passado dia 7 de outubro, a escassos quatro pontos percentuais de se tornar presidente do Brasil.

Ninguém quer ser esfaqueado para ganhar uma eleição. O fato é que ele subiu 10 pontos em uma semana no nosso tracking, isso é fato. Estava entre 18 e 19, o [candidato do PSDB Geraldo] Alckmin estava subindo, indo para o segundo turno com o PT, e ele [Bolsonaro] foi para 28 em dez dias, subiu 1 ponto por dia”, assumiu há dias o opositor Fernando Haddad. 

Já da parte do candidato de extrema-direita, a dias da decisão final, como capitão continua a tudo fazer para mobilizar as suas tropas. E a passar reprimendas a quem se relaxa na formatura.

Eu apelo aos parlamentares que entrem nesta briga, não acabou a eleição ainda. Vocês sabem que se elegeram, são 52 do meu partido, em grande parte por causa do meu trabalho como candidato a presidente da República. Foram eleitos com seus méritos também, mas vamos deixar bem claro que ninguém acreditava que um partido com oito segundos de televisão, sem fundo partidário fizesse uma bancada de 52", plaavras de Jair Bolsonaro.

*Artigo originalmente publicado a 26 de outubro

Paulo Delgado