O Ministério Público da Coreia do Sul suspeita que a Presidente, Park Geun-hye, foi conivente com a sua amiga e confidente Choi Soon-sil para obter subornos da Samsung e de outras empresas.

escândalo de corrupção política e tráfico de influências que está a abalar o país conhece, assim, novos episódios, tendo já levado destituição, ainda não definitiva, da líder do país. Com esta revelação ficará mais perto disso.

A equipa independente de procuradores tornou públicas hoje as suas conclusões da investigação de mais de três meses sobre o caso de corrupção que envolve Choi Soon-sil e na qual se volta a referir a Presidente como suspeita de vários crimes.

Os investigadores consideram que Park e Choi se puseram de acordo para pressionar a Samsung e outros grandes conglomerados empresariais sul-coreanos para que fizessem doações a organizações relacionadas com a amiga da chefe de Estado, em troca de um tratamento favorável das autoridades, afirmaram em comunicado.

Na semana passada, o herdeiro do império Samsung, Lee Jae.Yong, em prisão preventiva, foi formalmente acusado, com outros quatro outros executivos, de vários crimes, nomeadamente por corrupção. O seu pai está atualmente afastado da liderança por doença.

Segundo a acusação, Lee terá pago 37,6 milhões de euros em subornos a um confidente do presidente Park em troca de favores de políticos.

A Samsung representa um quinto da economia sul-coreana e tem pulado de escândalo em escândalo, numa altura em que ainda tenta recuperar do problema do Galaxy Note 7, cujas baterias explodiam.

A empresa tem garantido que fará o seu "melhor para garantir que a verdade seja revelada"  em tribunal.

/ VC