O presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, admitiu, na segunda-feira, a possibilidade de proibir o consumo de carne de cão no país.

Não terá chegado o momento de considerar a proibição do consumo de carne de cão?, disse durante a reunião semanal com o primeiro-ministro Kim Boo-kyum, citado pela agência France Press. 

Embora já não seja tão comum, a carne de cão continua a ser consumida principalmente pelas pessoas mais velhas. Estima-se que, por ano, cerca de um milhão de cães sejam abatidos para consumo na Coreia do Sul.

No entanto, com a crescente consciencialização sobre os direitos dos animais, nomeadamente entre as gerações mais jovens, o consumo tem diminuído e os cães estão a deixar de ser vistos como alimento. No país ainda há restaurantes a vender este prato, mas três dos maiores mercados de carne de cão do país já fecharam portas.

A indústria de animais de estimação está a crescer na Coreia do Sul, com cada vez mais famílias a viverem com um cão em casa, a começar pelo chefe de Estado.

Moon Jae-in nunca escondeu o seu amor por cães e tem vários na sua residência presidencial, incluindo um rafeiro que resgatou depois de tomar posse.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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A lei de proteção dos animais da Coreia do Sul centra-se na proibição do abate cruel de cães e gatos, mas não proíbe o seu consumo.

Uma sondagem divulgada, este mês, mostrou que 78% dos inquiridos acredita que a produção e venda de carne de cão e gato devia ser proibida e 49% apoia a proibição do seu consumo.

Os comerciantes de carne de cão têm, no entanto, reivindicado que esta medida põe em risco o seu meio de sustento.

A discussão em torno do tema deve intensificar-se nas vésperas das eleições presidenciais, prevista para o próximo ano. Vários candidatos já levantaram a possibilidade de proibir o consumo de carne de cão.

Redação / IC