Com o Reino Unido a braços com a pandemia que assola o mundo, a rainha Isabel II e o marido, de 93 e 98 anos respetivamente, decidiram sair do palácio de Buckingham para se isolarem no castelo de Windsor.

Antes de sair de Londres, a monarca deixou uma mensagem de esperança ao Reino Unido.

"Enquanto eu e o Philip chegamos hoje a Windsor sabemos que muitas pessoas e famílias de todo o Reino Unido e de todo o mundo estão a entrar num período de grande preocupação e incerteza. Somos todos aconselhados a mudar as nossas rotinas normais e padrões de vida regulares para o bem das comunidades em que vivemos e, em particular, para proteger os mais vulneráveis. Em momentos como estes, lembro-me da história da nossa nação que foi feita por pessoas e comunidades que se uniram para trabalhar como uma só, concentrando os esforços combinados com foco no objetivo comum. Somos extremamente gratos pela experiência e comprometimento dos nossos cientistas, médicos e serviços públicos e de emergência; mas agora, mais do que em qualquer outro momento do nosso passado recente, todos temos um papel de vital importância a desempenhar como indivíduos - hoje e nos próximos dias, semanas e meses. Muitos de nós precisarão de encontrar novas maneiras de manter contato uns com os outros e garantir que os entes queridos estejam seguros. Estou certo de que estamos à altura desse desafio. Podem ter certeza de que a minha família e eu estamos prontos para fazer nossa parte", pode ler-se no comunicado da rainha.

A monarca parte assim uma semana mais cedo para a pausa de Páscoa, por precaução, acompanhada pelo marido e ficará em Windsor até depois da Páscoa.

Por causa da pandemia, a rainha Isabel II cancelou as tradicionais festas nos jardins do palácio de Buckingham, assim como a visita de estado do Japão.

Também a neta da rainha, a princesa Beatrice, viu os seus planos serem alterados por causa da pandemia Covid-19. Com casamento marcado para 29 de maio em Londres, a filha do príncipe Andrew já teve de cancelar a receção que tinha programada nos jardins do palácio e os noivos estão agora a rever os planos tendo em conta os concelhos do governo e das autoridades de saúde.

Número de mortes no Reino Unido sobe para 144

O número de mortes provocadas pelo coronavírus Covid-19 subiu para 144 no Reino Unido, de acordo com o balanço diário publicado hoje pelo ministério da Saúde. 

Os dados indicam também que, até às 09:00 de hoje, tinham sido identificados 3.229 casos entre 64.581 pessoas testadas. 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse hoje acreditar ser possível levantar as atuais restrições relacionadas com a pandemia do coronavírus Covid-19 dentro de 12 semanas, mas reiterou os britânicos continuarem a seguir os conselhos de distanciamento social.

“Eu acredito que poderemos virar a maré nas próximas 12 semanas. E estou absolutamente confiante de que podemos eliminar o coronavírus neste país. Mas somente se dermos os passos que delineámos. E isso é vital, porque é assim que vamos reduzir o pico”, afirmou, numa conferência de imprensa diária sobre a situação hoje em Downing Street, a residência oficial do chefe de governo britânico.

O governo britânico decretou o encerramento das escolas públicas em todo o país a partir de sexta-feira e aconselhou as pessoas a não frequentarem bares ou restaurantes para evitar contactos sociais desnecessários.

Determinou ainda um maior tempo de isolamento para agregados familiares com membros que tenham sintomas, de sete para 14 dias.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, infetou mais de 220 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8.900 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 85.500 recuperaram da doença.

Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Andreia Miranda