Milhares de mulheres manifestaram-se este sábado, em várias cidades norte-americanas, contra a nomeação da juíza ultraconservadora Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal, feita pelo Presidente Donald Trump, pouco antes das eleições presidenciais de 3 de novembro.

As manifestações ocorreram no meio do processo de confirmação da nomeação de Amy Coney Barrett pelo Senado, que deverá validá-la em 26 de outubro.

Trump e os senadores republicanos, que representam a maioria no Senado, aceleraram o processo para confirmar a nomeação de Barrett antes das eleições, às quais o atual Presidente se recandidata pelo partido republicano, depois de a juíza progressista Ruth Bader Ginsburg, pioneira do feminismo e dos direitos reprodutivos, ter morrido em setembro.

Na capital, Washington, as manifestantes estiveram junto ao Capitólio e acabaram na ampla zona ajardinada que une a sede do Congresso à Casa Branca.

Paralelamente, a organização Voz das Mulheres Independentes promoveu uma concentração de apoio à juíza Amy Coney Barrett em frente à sede do Supremo Tribunal.

Em Nova Iorque, cerca de 300 manifestantes juntaram-se na praça Washington, envergando bonés rosa e cartazes de apoio ao candidato presidencial democrata Joe Biden ou em memória da juíza Ruth Bader Ginsburg.

Ouvida esta semana pela comissão judicial do Senado, Amy Coney Barrett prometeu manter a sua fé longe do seu trabalho como juíza, recusando-se, no entanto, a clarificar uma série de assuntos, como o direito das mulheres norte-americanas ao aborto, ao qual se opõe e que o Supremo Tribunal reconheceu em 1973.

/ CE