Um automobilista morreu durante a noite de sexta-feira para hoje após bater num camião bloqueado numa barreira de controlo dos “coletes amarelos”, à entrada da autoestrada de Perpignan-sul, indicou à AFP, o procurador local, Jean-Jacques Fagni.

De acordo com os bombeiros, a vítima é um homem de 36 anos. “Estava com traje de trabalho”, precisou o procurador, sem fornecer detalhes sobre a identidade.

Esta morte eleva para 10 o número de vítimas mortais ligadas aos “coletes amarelos”, desde o início do movimento. 

Vários pesados ficaram bloqueados e o último da fila estava a tentar falar com os coletes amarelos para passar quando uma viatura chegou e embateu na traseira do camião”, explicou Fagni, sublinhando que a paragem forçada do veículo representava um perigo para a circulação.

O condutor morreu instantaneamente, pouco antes da meia-noite, acrescentou.

O motorista do pesado manteve-se no local e esperou pela chegada da polícia, ao contrário das pessoas que bloquearam a estrada e que fugiram”, afirmou o procurador, precisando que não ficaram mais do que duas ou três mulheres “coletes amarelos” chocadas, que esperam também pela polícia.

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A polícia de Perpignan está encarregada da investigação. Foi aberto um inquérito por “homicídio involuntário” agravado e entrave à circulação, segundo a mesma fonte.

As mulheres coletes amarelos que ficaram devem ser ouvidas pelos investigadores rapidamente”, de acordo com o procurador.

Várias dezenas de “coletes amarelos” bloquearam estradas na sexta-feira, nomeadamente na zona de Boulou, entre França e Espanha, e novas ações estão previstas para hoje na região.

Há mais de um mês, o movimento inédito “coletes amarelos”, nascido nas redes sociais, espalhou-se por toda a França, dando azo a cenários de conflito em Paris e obrigando o Governo a adotar medidas sociais com um custo de dez mil milhões de euros.

Para hoje, os coletes amarelos franceses mais determinados, insatisfeitos com as concessões do poder, prometeram um novo sábado de manifestações, nomeadamente perto do castelo de Versalhes.

/ JFP