Autoestrada novamente bloqueada, mais momentos de tensão entre manifestantes e polícia. O cenário que se tem verificado nos últimos dias voltou a repetir-se esta quarta-feira na autoestrada AP-7, na fronteira de Jonquera, na Catalunha, que esteve cortada cerca de 16 horas. As autoridades catalãs dispararam balas de borracha para afastar os manifestantes independentistas que se concentraram nesta autoestrada que liga Espanha e França.

Apesar de o bloqueio, que começou na terça-feira à tarde, ter sido desconvocado pelo grupo “Tsunami Democràtic” às 08:00, cerca de 200 manifestantes permaneceram no local depois dessa hora.

Os independentistas formaram barricadas na estrada com troncos de árvores, pneus e material de construção.

À chegada dos Mossos d’Esquadra (a polícia catalã), lançaram pedras e incendiaram as barricadas. Os agentes responderam, disparando balas de borracha.

Os manifestantes saíram a pé para a localidade de Salt, onde prepararam novas barricadas, mas ao corpo dos Mossos d’Esquadra juntaram-se agentes da Polícia Nacional e às 11:00 os independentistas abandonaram o local.

O protesto terminou, mas a autoestrada continua cortada para limpeza das vias.

Os bloqueios da AP-7 começaram na segunda-feira. De segunda para terça-feira a estrada esteve cortada durante 30 horas. Numa operação conjunta, autoridades francesas e espanholas retiraram à força os manifestantes e chegaram a lançar gás lacrimogéneo

Mas, pelas 18:00, os independentistas voltaram a concentrar-se na autoestrada, bloqueando-a novamente.

Esta quarta-feira de manhã, outras estradas secundárias registavam longas filas de trânsito. Os serviços de emergência assistiram idosos e pessoas com problemas de saúde que foram afetadas pelo corte e distribuíram comida e mantas pelos condutores.

Às 08:00, o grupo "Tsunami Democràtic" declarou que o corte tinha sido um "êxito absoluto" e que dava como finalizados os protestos previstos para estes três dias.  Recorde-se que o grupo tem apelado a ações de desobediência civil em protesto contra a condenação judicial dos independentistas catalães.

Sofia Santana