O Presidente da Colômbia iniciou no domingo diálogo social para tentar travar a contestação no país que começou na quinta-feira com os manifestantes a saírem à rua contra a política económica e social do atual Governo.

Por volta das 15:00 (20:00 em Lisboa) de domingo, o Presidente Ivan Duque Marquez iniciou o Diálogo Social com prefeitos eleitos" nas eleições locais de outubro e que vão tomar posse em janeiro, informou a presidência em comunicado.

Segundo o comunicado, Ivan Duque enunciou aos prefeitos eleitos "os avanços e desafios do seu governo" e ouviu as posições dos prefeitos em relação à educação, saúde, paz ou infraestrutura, segundo o texto.

Após a reunião no palácio presidencial Casa Nariño com 24 prefeitos eleitos, dos 32 departamentos do país, incluindo Bogotá, Duque vai conversar ainda com os governadores desses departamentos, também eleitos no mês passado.

Através do Twitter, Duque apontou que vai avaliar com os políticos eleitos "a situação e as necessidades urgentes dos municípios e cidades (…) para o bem-estar de todos".

O chefe de Estado procura estabelecer um relacionamento próximo que permita ao Governo nacional trabalhar em equipa com prefeitos e governadores eleitos, bem como com a suas administrações", acrescentou a presidência.

Dezenas de milhares de colombianos saíram às ruas na quinta-feira contra a política económica e social do Governo conservador, paralisando praticamente todo o comércio e o trânsito nas ruas de várias cidades.

O dia foi maioritariamente pacífico, mas houve tumultos na capital, Bogotá, e em Cali (sudoeste), que decretou recolher obrigatório durante toda a noite.

Duque sublinhou que "apesar dos atos de violência perpetrados por alguns vândalos que não representam os colombianos, a maioria dos cidadãos exerceu as suas liberdades sem violar os direitos dos restantes".

Estamos juntos. O povo colombiano está confiante de que nenhum vândalo intimidará a sociedade. Somos um país forte e nunca deixaremos de sê-lo", vincou.

Os protestos de quinta-feira contra o Governo de Ivan Duque paralisaram praticamente todo o comércio e o trânsito nas ruas de várias cidades.

Desiludidos com o chefe de Estado conservador, no poder desde agosto de 2018, sindicatos e organizações estudantis, indígenas, ambientais e de oposição saíram às ruas com uma longa lista de queixas, desde a persistente desigualdade económica à violência contra ativistas sociais, sustentando assim a onda de descontentamento que a América Latina tem vivido nos últimos meses.