A televisão estatal do Irão está a avançar este domingo que o país vai abandonar o tratado nuclear assinado em 2015, deixando de respeitar os limites relativamente ao enriquecimento e armazenamento de urânio.

O anúncio surge depois de um responsável iraniano ter adiantado que o país estava a ponderar tomar medidas mais duras em retaliação pela morte do general iraquiano Qassem Soleimani num ataque dos Estados Unidos na sexta-feira, em Bagdade.

A televisão estatal iraniana cita a administração do Presidente Hassan Rouhani, para dizer que o Irão deixará de observar os limites de enriquecimento urânio, de armazenamento de urânio enriquecido, bem como na pesquisa e desenvolvimento de atividades nucleares.

O Plano Conjunto de Ação (ou Joint Comprehensive Plan of Action - JCPOA -, em inglês) é um acordo firmado a 14 de julho de 2015 em Viena pelo Irão e pelos países com assento no Conselho de Segurança da ONU, mais a Alemanha, e que visa restringir a capacidade do Irão desenvolver armas nucleares.

O comandante da força de elite iraniana Al-Quds, Qassem Soleimani, morreu na sexta-feira num ataque aéreo no aeroporto internacional de Bagdade que o Pentágono declarou ter sido ordenado pelo Presidente dos Estados Unidos.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana que durou dois dias e apenas terminou quando Trump anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O ataque provocou uma escalada de tensão na região com o Irão a garantir que o país e “outras nações livres da região” vão vingar-se dos Estados Unidos.