Um iraniano propôs o pagamento de 80 milhões de dólares pela cabeça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como retaliação ao assassinato do general Qassem Soleimani, morto pelas tropas norte-americanas durante um ataque aéreo contra o carro em que seguia no Iraque.

Foi durante o elogio fúnebre na procissão de Soleimani, nesta segunda-feira, transmitido em direto pela televisão estatal do Irão, Channel One, e que passou por várias cidades antes de chegar a Teerão. Não é conhecida a identidade deste iraniano nem a sua ligação ao regime, mas as suas palavras foram proferidas em Mashhad e registadas pelo Channel One.

Somos 80 milhões de iranianos. E se cada um de nós der um dólar americano, teremos 80 milhões de dólares como recompensa a quem nos trouxer a cabeça de Donald Trump", afirmou o orador, dirigindo-se à multidão, segundo a tradução do canal Al Arabiya.

O governo iranino prometeu, publicamente, vingar-se da morte do seu general e comandante da força de elite iraniana Al-Quds, mas até ao momento não foi feita qualquer ameaça ao presidente dos Estados Unidos.

Qassem Soleimani morreu na sexta-feira num ataque aéreo contra o carro em que seguia, junto ao aeroporto internacional de Bagdade, ordenado por Donald Trump.

No mesmo ataque morreu também o número dois da coligação de grupos paramilitares pró-iranianos no Iraque, Abu Mehdi al-Muhandis, conhecida como Mobilização Popular (Hachd al-Chaabi), além de outras oito pessoas.

O ataque ocorreu três dias depois de um assalto inédito à embaixada norte-americana em Bagdade, que durou dois dias e apenas terminou quando o presidente dos Estados Unidos anunciou o envio de mais 750 soldados para o Médio Oriente.

O líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, orou e chorou junto do caixão do general Qassem Soleimani, durante as cerimónias fúnebres em Teerão. Os dois tinham um relacionamento próximo.

Até ao momento, apenas a filha de Qassem Soleimani, Zeinab, ameaçou diretamente um ataque às tropas norte-americanas no Médio Oriente.

As famílias dos soldados norte-americanos no oeste da Ásia (…) vão passar o dia à espera da morte dos seus filhos", disse Zeinab, que falava diante da multidão em Teerão.

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