Pedro Sánchez esteve, esta manhã, em Barcelona, numa visita relâmpago e surpresa, para evitar protestos organizados dos independentistas, durante a qual não se encontrou com o presidente da Catalunha, com quem recusa falar enquanto este não condenar, publicamente, a violência dos últimos dias na região.

O primeiro-ministro espanhol esteve apenas umas horas na capital catalã e, relativamente, a Quim Torra fez apenas chegar-lhe uma carta.

A prioridade de Sánchez foi visitar a sede da Polícia Nacional e também o hospital onde se encontram internados vários polícias feridos nas manifestações pacíficas que resvalaram para confrontos violentos um pouco por toda a Catalunha, mas particularmente em Barcelona, e transmitir-lhes a solidariedade do governo.

No fim de semana, Quim Torra queixou-se que no Palácio da Moncloa ninguém lhe atendeu o telefone, explicação que Sánchez avançou ao líder da Generalitat, mas por carta, cujo conteúdo foi conhecido nesta manhã.

Vejo-me no dever de recordar-lhe as suas obrigações enquanto governante, se quer representar com dignidade o seu cargo. O primeiro dever de qualquer responsável público é zelar pela segurança dos cidadãos, assim como pela segurança de qualquer espaço público ou privado perante atos de violência. O segundo dever é preservar a convivência de todos os integrantes da sociedade civil e evitar a fratura da comunidade. Mas a sua conduta nos últimos dias desenrolou-se justamente no sentido contrário. Evitou condenar de modo taxativo e inequívoco a violência na Catalunha", escreveu Sánchez.