O presidente do governo regional da Catalunha, Quim Torra, compareceu hoje no parlamento catalão e pediu aos separatistas que insistam na "desobediência civil", acrescentando que quer terminar a legislatura "validando a independência" e "voltando a exercer o direito à autodeterminação", ou seja, convocando novo referendo à independência da Catalunha.

O líder da Generalitat, escreve o El Mundo, desafiou explicitamente o Tribunal Constitucional, que na quarta-feira lhe ordenou que deixasse de insistir na independência. "Nenhum tribunal impedirá este presidente de continuar a impulsionar iniciativas sobre o direito à autodeterminação", disse Torra no parlamento, propondo igualmente "dar cumprimento" à resolução sobre a autodeterminação que o parlamento catalão aprovou a 26 de setembro e que foi suspensa pelo tribunal.

Na noite de ontem, Torra atribuiu a "infiltrados e provocadores" as noites de violência na Catalunha desde que foram conhecidas as sentenças dos líderes independentistas, que vão até 13 anos de prisão efetiva. Mas, esta quinta-feira, o chefe do Executivo catalão lançou diretamente uma mensagem aos Mossos d'Esquadra - a força policial catalã - pedindo-lhes que sejam  "escrupulosos na atuação", tendo solicitado publicamente ao conselheiro do Interior, Miquel Buch, que abra uma investigação aos agentes que entraram em confrontos com os manifestantes.

Já a oposição pediu a demissão de Torra, acusando-o de apoiar as manifestações violentas dos últimos dias.