Akbarjon Djalilov, nascido em 1995, foi identificado como sendo o bombista suicida responsável pelo atentado que provocou a morte a 14 pessoas no metropolitano de São Petersburgo. O suspeito foi inicialmente identificado como sendo um cidadão do Quirguistão, mas a agência de notícias Interfax adianta agora que o alegado terrorista tinha passaporte russo há seis anos. 

O comité de investigação russo já confirmou que Akbarjon Djalilov é o bombista suicida responsável pelo ataque terrorista desta segunda-feira. As autoridades russas confirmaram também que o suspeito colocou uma segunda bomba, numa mala, na estação de Ploshchad Vosstaniya. Os vestígios de ADN deixados no local permitiram a identificação do suspeito.

Inicialmente, a investigação confirmou apenas a identificação de um homem cujas partes do corpo foram encontradas no comboio e que era suspeito de ser o bombista suicida.

A informação inicial sobre a identidade do suspeito partiu dos serviços de segurança de Bishkek, capital da antiga república soviética. No entanto, novas informações dão conta que o suspeito de 22 anos, nasceu naquele país, mas tem passaporte russo desde 2011. Segundo os primeiros dados, a cidadania foi concedida no consulado de Osh, a pedido do pai que tinha trabalhado e vivido na Rússia. Akbarjon Djalilov viveu na Rússia desde então.

O Comité Estadual de Segurança Nacional do Quirguistão questionou esta terça-feira os pais e um parente próximo do suspeito, mas não fez qualquer detenção. Alguns vizinhos da família relataram à Interfax que o suspeito trabalhava na reparação de carros. 

Os serviços de informação russos divulgaram a imagem do alegado suspeito do atentado, segundo avança a agência Reuters, Alguns órgão de informação russos tinham também já divulgado a fotografia.

Akbarjon Djalilov

explosão no metro de São Petersburgo, esta segunda-feira, fez 14 mortos, precisou a ministra da Saúde russa, Veronika Skvortsova, já esta terça-feira, num briefing transmitido pela televisão, segundo avança a AFP. A ministra adiantou também que 11 vítimas mortais morreram no local, uma na ambulância e duas no hospital. 

O ataque terrorista fez ainda 49 feridos, que permanecem internados. Treze pessoas tiveram já alta e todos os feridos, incluindo os graves, estão em condição estável. 

O porta-voz do chefe de Estado, Dmitry Peskov, adiantou que o facto do ataque ter ocorrido numa altura em que Vladimir Putin estava em São Petersburgo vai ser analisado pelos serviços de informação..

Estações de metro e terminal encerrados 

Esta terça-feira, o maior terminal do metro de S. Petersburgo esteve encerrado para inspeção, assim como as estações de metro Sennaya e Dostoevskaya. Em causa, esteve um telefonema anónimo que dava conta de uma nova ameaça de bomba na estação acidentada. No entanto, depois de várias intervenções policiais, o metro de São Petersburgo informou que a circulação já estava normalizada e que não foram encontrados dispositivos em nenhuma estação ou túnel. 

 

#сенная что снова у метро? 04.04.2017

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A agência Interfax adiantou também que a Faculdade de Direito da Universidade de S. Petersburgo foi evacuada já esta terça-feira. A informação foi confirmada por uma fonte da instituição, no entanto, não foi ainda possível confirmar o motivo que levou à implementação da medida de segurança. 

Lista de vítimas divulgada

Os serviços de emergência russos divulgaram na sua página oficial a lista de pessoas afetadas pela explosão e que estão ainda internadas nos hospitais. As autoridades adiantam ainda que existe uma linha de emergência para informações e apoio psicológico. 

Três das vítimas mortais da explosão desta segunda-feira são estrangeiros. Segundo o prefeito de S. Petersburgo, Georgy Poltavchenko, citado pela Interfax, são cidadãos da Bielorrússia, Tadjiquistão e Uzbequistão.

A associação dos operadores turísticos adiantou que nenhum turista ficou ferido na explosão. 

Cláudia Lima da Costa / Notícia atualizada às 12:14