Rahaf Mohammed al-Qunun é saudita e barricou-se num quarto de hotel no aeroporto de Banguecoque, capital da Tailândia. A mulher teme pela própria segurança e garante que fugiu da Arábia Saudita por ser vítima de abusos por parte dos próprios familiares.

A jovem de 18 anos, em declarações à CNN, garantiu que o objetivo era voar para a Austrália, mas acabou por ficar na Tailândia. Quando chegou ao aeroporto encontrou um grupo de diplomatas sauditas à espera e decidiu trancar-se num quarto do hotel.

Entretanto, de acordo com a chefia da polícia de imigração da Tailândia, a jovem já saiu do quarto com uma permissão temporária para estar no país, a partir desta segunda-feira, sob proteção do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, que deverá levar entre cinco e sete dias para avaliar o caso de Rahaf e o pedido de asilo temporário.

As autoridades não revelaram onde a jovem vai ficar hospedada na Tailândia.

Sem um visto para permanecer no país, as autoridades tailandesas pretendiam enviá-la para o Kuwait, mas Rahaf receia que a família esteja à espera dela naquele país da península arábica. Sem resolução à vista acabou por colocar móveis e um colchão a barricar a entrada do quarto para impedir a entrada da polícia.

Na manhã desta segunda-feira, as autoridades voltaram a bater à porta, mas a saudita voltou a mostrar-se intransigente e não abriu as portas do quarto. Nas redes sociais foi publicando diversos pedidos de ajuda dirigidos às Nações Unidas.

Melissa Fleming, da plataforma Refugees, garantiu que um grupo da ONG, que ajuda refugiados, esteve no aeroporto para tentar intermediar a situação e ajudar Rahaf. No Twitter são diversas as pessoas que mostram a solidariedade com a jovem saudita.

Para permanecer no país, Rahaf necessita de ter um bilhete de ida e volta (para ficar por 15 dias), um visto turístico ou um pedido de asilo aceite pelas autoridades tailandesas. 

Entretanto diplomatas das Nações Unidas chegaram, ao inicio da tarde de Lisboa, ao hotel e dialogaram com Rahaf e com as autoridades.