A rainha Isabel II apelou à esperança dos britânicos, no discurso com que esta sexta-feira assinalou os 75 anos do fim da Segunda Guerra Mundial, pedindo que jamais baixem os braços.

Num discurso à nação transmitido pela televisão, exatamente à mesma hora em que o seu pai, o rei Jorge VI, comunicou o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, a monarca de 94 anos recordou os sacrifícios do conflito europeu, mas também a felicidade que se lhe seguiu.

A geração que foi à guerra sabia que a melhor forma de homenagear aqueles que não voltaram do conflito era garantir que não voltaria a acontecer”, recordou, a partir do Castelo de Windsor.

Para a monarca, “o maior tributo” aos sacrifícios de quem lutou “é que países que foram inimigos são agora amigos, trabalhando lado a lado por paz, segurança, saúde e prosperidade para todos”.

Isabel II prestou homenagem a quem combate atualmente o novo coronavírus e recordou: “Ao princípio, as perspetivas pareciam sombrias, a saída distante, o resultado incerto. Mas continuámos a acreditar que a causa era justa (...). Nunca baixar os braços, nunca perder a esperança, é essa a mensagem do dia da vitória na Europa”.

Após o discurso, os britânicos juntaram-se, a partir de suas casas, num canto coletivo do hino de guerra “We'll Meet Again”, de Vera Lynn, que hoje se pode aplicar ao afastamento entre familiares e amigos, devido à pandemia de Covid-19.

A Covid-19 já causou mais de 31 mil mortos no Reino Unido, o segundo país mais afetado pela pandemia, a seguir aos Estados Unidos.

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