Piratas raptaram 15 membros da tripulação do petroleiro Davide B, com bandeira de Malta, no Golfo da Guiné, disse esta sexta-feira a companhia de navegação holandesa Poli Shipmanagement, proprietária do navio.

Seis outros marinheiros estão a salvo e ainda a bordo do navio, atualmente estão a ser assistidos por pessoal de segurança que chegou ao local", disse fonte da empresa.

 

O Davide B foi atacado enquanto navegava a cerca de 210 milhas náuticas a sul de Cotonou, Benim", acrescentou, adiantando que o incidente teve lugar por volta das 15:00 GMT de quinta-feira.

A Poli Shipmanagement apontou como "prioridade" estabelecer contacto com a tripulação desaparecida "a fim de assegurar a sua libertação", dizendo estar "muito preocupada com o ataque ao seu navio e aos tripulantes".

Segundo a companhia holandesa, o Davide B, um petroleiro de bandeira maltesa construído em 2016, estava numa "viagem comercial" de Riga, na Letónia, para Lagos, na Nigéria.

Em 2020, esta área, que se estende por 5.700 quilómetros desde as costas do Senegal, no Norte, até às de Angola, no Sul, foi responsável por 130 dos 135 raptos de trabalhadores marítimos a nível mundial, de acordo com um relatório recente do Gabinete Marítimo Internacional, ações mais lucrativas do que os ataques a petroleiros.

Mais de 1.500 navios utilizam esta rota marítima todos os dias.

Desde janeiro, existe na zona uma presença marítima coordenada, que consiste essencialmente na vigilância da zona por navios e partilha informação com uma célula europeia.f

/ HCL