Cientistas australianos descobriram nas ilhas ocidentais australianas uma espécie de rato que pensavam estar extinta há 150 anos, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

O rato de Gould (Pseudomys gouldii) era comum na Austrália Ocidental, mas foi desaparecendo após a colonização europeia, que se iniciou em 1788. Emily Roycroft, investigadora da Universidade Nacional Australiana, explica no estudo que 34 espécies de mamíferos foram extintas desde de essa altura. A introdução de gatos selvagens, a limpeza de terrenos agrícolas e o aparecimento de novas doenças dizimaram populações de roedores.

Os cientistas compararam amostras de ADN do rato de Gould com outros roedores (extintos e vivos) com o objetivo de estudar o declínio das espécies na Austrália. Os resultados mostraram que o rato de Gould não estava extinto, sendo hoje conhecido como rato Shark Bay.

Após a análise do ADN, descobrimos que a espécie tem estado escondida à vista de todos durante mais de 100 anos, sob um nome diferente, a milhares de quilómetros de distância na Austrália Ocidental. É emocionante que o rato de Gould ainda exista", disse Emily Roycroft ,citada pelo jornal The Guardian.

A organização italiana "Australian Wildlife Conservancy" explicou, na rede social Twitter, os resultados das análises de ADN: "A análise genética revelou que o extinto rato de Gould continua vivo!  Acontece que os animais que protegemos no Santuário de Vida Selvagem da Ilha Faure (até agora conhecido como “Shark Bay Mouse”) são, na verdade, parte da mesma espécie"

/ IC