O veterano de Guerra Ray Chavez, de 106 anos, morreu, esta quarta-feira, na sua casa em Poway, na Califórnia. De acordo com a CNN, que cita fonte da família, Chavez morreu pacificamente, durante o sono.

Ray Chavez estava na Marinha norte-americana, destacado em Pearl Harbor, no Havai, quando os japoneses lançaram o ataque sobre a ilha, na manhã de 7 de dezembro de 1941, atirando os Estados Unidos para a II Guerra Mundial.

Apesar da idade e dos problemas de mobilidade a ela inerentes, Ray Chavez passou os últimos anos a viajar pelo país, em homenagens a veteranos de guerra. Este ano, esteve com o presidente Donald Trump numa reunião, na Casa Branca. Um encontro que Trump recorda agora, numa publicação no Twitter.

A saúde de Chavez sofreu fortes declínios nos últimos meses e o veterano de guerra manifestou o último desejo de ser enterrado no Cemitério Nacional de Miramar, um cemitério federal militar situado em San Diego, na Califórnia.

Ray sentia-se honrado em servir o seu país e em lutar entre os heróis. Adorava encontrar-se com os seus camaradas de armas. Ele adorava passar o seu tempo a falar com as crianças nas escolas, porque não queria que Pearl Harbor fosse esquecido”, diz a família em comunicado.

Em maio deste ano, Ray Chavez deu uma entrevista à CNN, onde falou dos tempos que passou na ilha de O'ahu, no Havai, onde se situava a base naval de Pearl Harbor.

Revelou que se juntou à Marinha dos Estados Unidos, encurajado pela mulher, “porque ela adorava a Marinha e era uma espécie de esposa da Marinha”. “No final da guerra, ela queria que eu permanecesse na Marinha, mas eu já tinha demasiada guerra dentro de mim e saí”, revelou.

Na manhã de 7 de dezembro de 1941, uma patrulha detetou um submarino japonês perto das águas restritas de Pearl Harbor. Foi a mulher quem o acordou a dizer que a guerra tinha começado. “Quando ela viu o início da guerra, entrou, acordou-me e eu não podia acreditar no que ela me estava a contar. Depois da insistência dela para me acordar, lá fui ver. Ela tinha razão”, contou, na mesma entrevista à CNN.

E lá estavam os navios em chamas e uma terrível cortina de fumo por todo o porto, cobrindo-o por completo”, recordou.

Ray Chavez dizia que todos os dias pensava no ataque a Pearl Harbor: “Não de uma maneira histérica ou com maus pensamentos sobre o assunto. Mas nunca desapareceu da minha mente”.