Uma dúzia de civis foram mortos por milícias na noite de segunda para terça-feira em Beni, no este da República Democrática do Congo (RDC), disseram hoje fontes locais à agência France-Presse.

Desde ontem (segunda-feira) às 21h00, a cidade foi atacada por rebeldes. Os combates recomeçaram esta manhã cedo na parte sudeste da cidade. Até agora, o balanço é de 12 civis mortos por machetes e armas de fogo”, indicou o presidente-adjunto da câmara local, Modeste Bakawanamaha.

Outras fontes referem apenas 11 mortos.

Um rebelde e dois soldados do exército congolês terão sido mortos nos confrontos, de acordo com diferentes fontes.

Centenas de civis foram massacrados na zona de Beni desde outubro de 2014, em ações normalmente atribuídas à milícia das Forças Democráticas Aliadas (ADF). Em causa, em termos históricos, estão extremistas muçulmanos ugandeses, afiliados a este grupo rebelde há mais de duas décadas e fonte de tensões nesta zona do Kivu-Norte desde então.

A cidade de Beni foi onde foi registado o primeiro foco da epidemia de Ébola, declarada em 01 de agosto do ano passado. O epicentro da doença deslocou-se entretanto cerca de 50 quilómetros para a cidade de Butembo, onde vários elementos das equipas médicas têm sido mortos ou ameaçados por homens armados não identificados.