O desespero e nervosismo dos alegados compradores levantou suspeitas e impediu a venda de um recém-nascido, por 140 euros, num município no norte da Nicarágua, anunciou na quarta-feira o Governo.

O negócio foi descoberto quando Edgardo Jose Espinoza Mendieta e a sua filha Daniela Espinoza Mendieta manifestaram desespero e nervosismo durante o parto de Vekel Maradiaga, de 18 anos, num hospital do município de San Juan de Rio Coco, perto da fronteira com Honduras, de acordo com um relatório preliminar divulgado pelo Governo.

Os responsáveis do hospital repararam que algo não estava bem, porque pai e filha estavam mais nervosos e preocupados com o bebé do que a sua progenitora e a mãe desta, María Maradiaga, que confirmou a intenção de venda do recém-nascido.

Segundo a avó do bebé, a sua filha concordou com a venda por razões económicas e porque os compradores não podiam ter filhos.

O Governo da Nicarágua informou que os compradores foram detidos, bem como duas outras pessoas por suposta cumplicidade. A mãe da criança foi também detida e está sob custódia policial num hospital.

O bebé foi entregue a representantes do Ministério da Família, segundo informação oficial.