Oito pessoas que tinham sido sequestradas no domingo na região de Chocó, no noroeste da Colômbia, uma zona onde opera a guerrilha Exército de Libertação Nacional, foram libertadas, informaram as autoridades na terça-feira.

O Ministério da Defesa colombiano indicou que a libertação dos sete homens e uma mulher foi possível graças “à pressão das Forças Militares e da Polícia” no município de Nóvita, onde ocorreu o sequestro.

Os sequestrados “estão já nas mãos das nossas tropas”, escreveu o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, na sua conta na rede de mensagens instantâneas Twitter.

Na véspera, o ministro da Defesa colombiano, Luis Carlos Villegas, tinha anunciado o envio de um destacamento militar e policial para a zona para procurar os sequestrados, na sequência de um conselho de segurança que presidiu em Nóvita.

O sequestro ocorreu na aldeia Sesego, situada naquele município, onde há uma forte presença do Exército de Libertação Nacional, a segunda maior guerrilha da Colômbia e com a qual o Governo encetou conversações de paz, em fevereiro, no Equador.

Testemunhas disseram que vários homens armados levaram as oito pessoas, sete homens e uma mulher, poucos minutos depois de chegarem à aldeia, partindo de seguida, em lanchas, pelo rio Tamaná.

As autoridades não confirmaram se os sequestradores pertencem ao Exército de Libertação Nacional.

O Exército de Libertação Nacional é o segundo maior movimento de guerrilha no país, a seguir às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

No final do ano passado, as FARC assinaram um acordo de paz com o governo, pondo fim a um conflito armado de mais de meio século que fez mais de 260.000 mortos.